CONNIFF - Inutilidades Imortalizadas

Mui excelente e deveras auspicioso mostra-se o andamento deste periódico! Tomara que ele se mantenha incognito (sem acento, como no espanhol) à grande mídia.
Meu texto será singelo. As horas de Winning Eleven ao som de “Grêmio, tu é a alegria do meu coração” transmutaram-se em grande entretenimento, mas, ao mesmo tempo, transformaram meu cérebro em uma noz. Espero que ele inche novamente, tentarei fazer palavras cruzadas –“nível Cobrão”- para que isso ocorra novamente.
(viram, repeti o ‘novamente’ duas vezes).
Escolhamos, portanto, um assunto leve. Recorrente, aliás, nos textos do próximo escritor deste blog, nosso ilustre Capitão Boing. A futilidade.
Dias destes, no sítio do UOL, havia uma notícia: “Victoria pede para Beckham se livrar dos cachorros”. Era a terceira mais lida do dia. Eu não cliquei na notícia, entretanto.
Ressalto, contudo, que clico em notícias mais idiotas. Por exemplo, “Ronaldo Esper rouba vaso de flores em cemitério e acaba preso”.
Penso cá com meus botões. Para sair uma notícia dessas, a dos cachorros, deve ter sido algo do tipo, “Ei, precisamos de uma notícia para hoje”. Daí o próprio assessor de imprensa inventou essa lorota, que correu a Internet em um dia. O Beckham nem deve saber do cachorro que tem, presumo eu.
Claro, pode ser que eu esteja errado e a Senhora Beckham realmente queira se livrar do Poodle Belga do seu marido. Estaremos diante de um dilema conjugal. Sinceramente, é irrelevante.
O ponto é que, em tese, isso é uma bobagem atroz que merece desprezo das mentes iluminadas deste Universo, seleto grupo no qual não me incluo. Mas, de qualquer sorte, gastamos muito mal nosso tempo. Pelo menos, do cretino BBB eu já me livrei! :).
Em verdade, acho que deveríamos ser mais tolerantes com as coisas, com as outras pessoas e seus inúmeros erros, com as bizarrices do mundo, enfim.
Guardemos nossa intolerância para nossos próprios inúmeros defeitos.
O argumento não quer dizer –muita gente confunde- que deveríamos ser tolerantes com a intolerância ou gostar de tudo que nos deparamos. Quero dizer, contudo, que ser ‘Easy Going’, para usar uma expressão inglesa, não nos fará mal, no mais das vezes.
Eis o ponto do texto do Chong e de outros que escrevia no outro blog. Eis uma das virtudes que mais aprecio, a tolerância e o respeito aos semelhantes.
E às favas com o Beckham e seu cachorro. Até a próxima.
(Foto: singela homenagem ao Patrono! Hombre, ella es muy magritita, pero yo pienso que ella puede hacer un “caldo”. Mira los mellones, cabrón! A mi me gusta las chicas desnudas!)

6 Comments:
At 12:06 AM, fevereiro 05, 2007,
Anônimo said…
Onde se lê "gostar de tudo que nos deparamos", leia-se "com o que nos deparamos".
Não revisei. Mas a foto ficou grande pacas, definitivamente, esse não será o blog da família brasileira.
Falamos!
At 12:07 AM, fevereiro 05, 2007,
Ray Conniff said…
Aliás, quando eu disse que meu primo escreve sobre a futilidade, leia-se que ele critica veementemente a futilidade, como a consubstanciada neste texto que acabei de escrever :).
At 11:42 AM, fevereiro 05, 2007,
Anônimo said…
Hombre, estoy muy confuso! Creo que esta chica és un hombre! Isto Sy!!!
At 1:19 PM, fevereiro 05, 2007,
Camoz said…
Abro a página no meu local de trabalho e vejo dois melões. "Mas que coisa" - penso eu. Assim, eu ainda não consegui ler todo o texto, pois como disse, estou no meu local de trabalho. No mais, gostaria de discordar e dizer que o fim do mundo não é amanhã, foi ontem, e porque as pessoas não foram intolerantes o suficiente com a burrice do ser humano. :D
At 2:35 PM, fevereiro 06, 2007,
Ray Conniff said…
Está registrado vosso descontentamento quanto à "tolerância". Contudo, não vi reclamação específica no que concerne aos melões, razão pela qual estes permanecerão ali :).
Ah, sim, se o mundo realmente acabou ontem, bebamos a isso. É o que nos resta! :)
Abraço.
OBS: Mas, falando sério, a questão da tolerância é algo complicado, porque, na minha opinião, é preciso ser tolerante na hora certa, da forma certa, da maneira correta, na medida correta e por ai vamos. Falaremos mais a respeito outro dia.
Que venha meu primo, o Profeta.
At 8:59 PM, fevereiro 06, 2007,
Camoz said…
Quanto aos melões: eles são grandes. Se não fossem grandes, seriam tomates.
Aliás! Uma questão deveras importante. Será que os seios, assim como o nariz e as orelhas, crescem à medida que o ser humano envelhece? Pergunto isso porque tenho a impressão que o crescimento dos seios da Victoria é proporcional ao ganho de idade.
Postar um comentário
<< Home