Diógenes - Um título não-relacionado, inserido antes do texto.
Aparentemente, o dono do concurso é o Sr. Donald Trump e por algum motivo aleatório - o que remete àquelas conspirações que interligam agências governamentais, alienígenas e os illuminati -, o estimado Sr. Trump teria pedido que o concurso fosse vencido por uma senhorita oriental. Podería eu aqui divagar, tentando descobrir se o Sr. Trump possui ou não investimentos e negócios no oriente longínquo, entre outras questões importantes, como por exemplo, "será que ele usa peruca?"; no entanto, não é este meu objetivo. Se é que existe objetivo; pois, por óbvio, não se pode esperar um belíssimo texto de alguém que dormiu apenas 4 horas e - oh, eu divago novamente. Enfim, o texto pode não ter objetivo, mas ouso dizer que não estou aqui digitando pelo prazer de passar a mão pelas teclas grudentas do teclado - não, pasmem, creio que existe alguma lógica no que digo. Por óbvio, eu me baseio em hipóteses que foram formadas ao longo do meu crescimento como entidade pensante e que não cabe serem descritas; afinal, desejamos - apesar do gigantesco parágrafo -, e diria até, almejamos, a objetividade.
Pois então.
Acontece que estão lá aquelas dezenas de bucetas felizes, cujos propósitos - até onde posso observar e compreender - é demonstrar a mim a CARNE e, certamente, me deixar com tesão. Ora, sejamos justos: as mulheres também podem senti-lo quanto às suas semelhantes. Trata-se do tal homossexualismo feminino que, apesar de escondido, todos sabemos ser uma verdade incontestável (e aqui, caro leitor, fica óbvia uma hipótese deste que te escreve - ainda que esta hipótese não tenha qualquer relação com o objeto deste texto, como ficará claro, caso tu tenhas a capacidade de ignorar todas as palavras não relacionadas ao assunto que, convenhamos, poderia ter sido tratado em poucas palavras. De volta ao texto!). Enfim, as bucetas estão lá para alegrarem a rapaziada, está compreendido?!
Pois então, novamente. Uma segunda vez.
Se temos o tabuleiro e as regras bem definidas - bucetas na TV, mulheres 2D, de plástico, cujas personalidades não me interessam (porque, convenhamos, que bela coleção de peitos e bundas!), um ricaço e uma competição totalmente idiota e sem nexo - o que diabos elas estão reclamando se o jogo foi manipulado? Isso importa, minimamente? Vocês esperavam o que? Uma estrelinha e mil pontos? Um abraço? Porra! Vocês estão aí para que nós tenhamos MATERIAL, se é que vocês compreendem meu raciocínio! E, se não gostam, não façam mais esse trabalho inútil - não que isso importe, novamente, porque seguindo a imbecilidade do mundo, novas idiotas acéfalas surgirão para tomar vossos lugares!
Enfim, vocês podem imaginar minha irritação quando eu, uma entidade totalmente desligada dos assuntos teletubbies ("Uma competição de beleza! Que legal!"), me sinto forçado a sair da minha inércia e rir de uma situação dessas? Sim, pois vejam: "centenas de milhões ao redor do mundo protestam contra essa injustiça". Que injustiça? E afinal, que centenas de milhões? Será realmente que todos os televisores do mundo estavam ligados nessa bosta? Será que a MINHA televisão estava ligada nessa bosta e eu nem sabia?!
Agora só me falta reclamarem do Renan Calheiros e do governo, porra!
Há alguns meses, quando fizemos a marcha das ovelhas patetas até as urnas, eu já avisava: "Meeeeh, corrupção, meeeeh... não adianta votar, meeeeeh... pensem por si mesmos, meeeeeh... nenhuma organização que dependa da coerção alcança os objetivos divulgados, meeeeeeeh...". E por que eu dizia essas bobagens?
Por que eu sou um cara engraçado?
Por que eu sou "pessimista"?
Por que eu sou parte da escória que "não quer mudar o mundo"?
Por que eu sou parte do problema?
Por que eu quero ajudar os corruptos, ainda que eu não ganhe nada, como pessoas próximas de mim me disseram?
NÃO, SEUS TOLOS!
Eu digo o que digo porque vejo o que vejo!
Voltemos agora à parte menos tempestuosa de nosso post.
Como me causa nojo os hipócritas. Num destes dias escrevi, inclusive, que sou um atrator destas pessoas (psicopatas e hipócritas, no caso). Talvez o problema seja eu, e eu desperte estas coisas nas pessoas. Talvez eu simplesmente veja coisas demais. Talvez eu veja coisas que não estão lá. Uuuuuh, assustador, não?
Pois lhes conto que uma pessoa que se diz religiosa - mas religiosa mesmo, sabem, daquelas que vão na igreja e participam de eventos e ajudam os sacerdotes e etc. - agia como uma perfeita retardada. Pagava por um serviço, e começava a dizer: "eu paguei por isto, isto é meu, eu uso e abuso e trato as pessoas como merda. Eu jogo lixo no chão, eu cuspo nas pessoas, eu cago no meio da sala. Eu paguei, eu faço o que quero."
Vejam bem, nada contra tratar as pessoas como se fossem animais sem alma, cuspir e pisar nelas. Pffff, isso eu faço todos os dias. Apenas me irrita que uma pessoa que fica se gabando de poder ir para o céu e bla bla bla seja tão retardada ao ponto de ser ABSOLUTAMENTE CONTRADITÓRIA.
Isso me remete àquilo que disse há tanto tempo atrás que já nem lembro quando: as pessoas terceirizam aquilo que não ousam fazer sem uma "autorização", e assim pagam o preço por aquele "direito", e passam a poder fazer as coisas de consciência limpa.
Você não joga lixo no chão da sua casa - mas se você estiver pagando por um quarto de hotel, não se importa de mijar na pia, não é mesmo, seu porquinho imundo? Ou então, você não trata a sua santa vovózinha como uma escrava, não é? Mas aquela moça que realiza um trabalho estressante e odeia o que faz - aquela você pode insultar e tratar como lixo, como se fosse uma pessoa inferior, como se fosse a merda que você tem dentro da cabeça, não é? Você faz isso porque você "pode", porque "você pagou", não é, seu filho da puta...?
Qual é o preço pela dignidade de uma pessoa? No nosso mundo isso com certeza possui um preço.
Pois então. O mundo é bizarro e tudo segue bem enquanto as pessoas fizerem exatamente o que eu sei que elas vão continuar fazendo pelo resto de suas miseráveis - e por que não - previsíveis vidas.
Chegamos finalmente à seção bizarrices contraditórias e mundo louco pra caralho.
1° - No meio do trânsito, um menino POBRE (eu reconheço pobres de longe, você não?) vende docinhos por um real. "POBRE CRIANCINHA! COITADINHO!". Mais adiante, no meio do trânsito, um cara se joga sobre o capo do teu carro e começa a limpar o teu vidro. "SAI FORA, FILHO DA PUTA! PORRA, VAI ARRANHAR MEU VIDRO!"
huhaueheuea... não seria mais conveniente uma buzina que gritasse: "SAAAAI, POOOOÓBRE!!!!". Poderíamos instalar também um para-choques reforçado, para aqueles momentos em que você simplesmente não está com paciência de ter que ouvir aquelas gemidos idiotas.
2° - Numa calçada imunda (cheia de papéis, sacos plásticos, papelotes, papeizinhos, etc.) chega um ônibus. Do ônibus, desce uma estudante de arquitetura e urbanismo. E aí eu penso: pra que diabos eu preciso de um arquiteto e urbanista se nós não conseguimos nem LIMPAR A PORRA DA RUA?! Certamente não é para deixar a cidade mais bonita! Mundo louco. Mundo louco! Recursos desperdiçados!
E agora, como parecia necessário fazer uma resenha qualquer:
O famoso "Mágico de Oz" se torna fabuloso quando acompanhado pela trilha sonora do disco "Dark Side of the Moon" do Pink Floyd. Percebam como o clima da música se adequa à imagem e lhe confere um novo significado. Vejam, por exemplo, o momento em que Dorothy pega o pintinho na mão e a música diz: "Don't be afraid to care". Vejam, por exemplo, o momento em que ela se equilibra sobre a cerca e logo depois cai, enquanto a música diz: "For long you live and high you fly / But only if you ride the tide / And balanced on the biggest wave / You race towards an early grave".
Se me permitem: genial.
Esta é a primeira música. Existem outras passagens igualmente interessantes, como por exemplo, a parte em que a Dorothy encontra o homem de lata e, ao colocar o ouvido sobre seu peito, lentamente começa a surgir o som de um coração. Em outra ainda o filme se torna colorido e imediatamente a famosa música Money começa a tocar.
Na minha opinião, o filme assume todo um novo significado quando acompanhado dessa trilha sonora. Quem tiver oportunidade de ver o filme na íntegra (ou quase íntegra, já que a trilha acaba antes que o filme) e em alta definição, o faça, e com certeza não irá se arrepender. No mínimo, é interessante ver como eles conseguiram fazer um disco genial se encaixar com um filme e talvez até melhorá-lo.










