CONNIFF - Maracanazo

Saudações.
Espero, em breve, estar fazendo um post com boas novidades, que os amigos já devem estar sabendo. Mas vamos deixar as coisas se concretizem, misteriosos são os caminhos da burocracia brasileira. Torçam para que dê tudo certo e, em breve, teremos mais um motivo para churrasco.
Não, não, a minha respectiva não ficou grávida ;).
Eu tenho um texto sobre filosofia também, este vou deixar para outro dia.
Poderia falar sobre o filme do Rocky Balboa, mas este é ídolo e todos certamente verão tal preciosidade.
Vou falar sobre o que eu imagino ter sido o maior jogo de todos os tempos, depois, é claro, da Final da Turma 45 de Futebol de Botão, em que eu me sagrei campeão, sendo que venci, no caminho, o Raupp, o Pacheco e, pasmem, o Alemão! Aliás, tratando-se de futebol de botão, o segundo maior jogo de todos os tempos foi aquele em que, em meados de 1993, venci o meu primo Profeta com quatro gols do recém contratado Gullit! MBM 4-1 RBP. :)
Ok, ok, vou ater-me ao futebol propriamente dito, descontado videogame e botão:
O maior jogo de todos os tempos foi o da Copa de 1950. Pensem bem, os brasileiros já estavam comemorando. Teve jornal que colocou manchete dias antes: “estes são os campeões” com a foto do time do Brasil. Teve 200.000 mil pessoas no Maracanã. Teve Carnaval. As medalhas de ouro com o nome dos jogadores brasileiros estavam prontas. O Brasil tinha feito 13 gols nos dois jogos anteriores.
Nada poderia dar errado. E deu, por óbvio.
Começando o jogo e os brasileiros jogando pelo empate, só deu Brasil no primeiro tempo. Trocentas chances de gol e nenhum tento, ao melhor estilo futebol-arte. No segundo, gol brasileiro aos dois minutos. Aos olhos de todos no mundo, estava decidido já. 11 não concordavam. Os uruguaios ficaram reclamando com o juiz e o Varela, jogador uruguaio, pegou a bola, colocou no centro e disse: “agora é hora de virar o jogo”. Ah, me parece que um brasileiro levou um safanão nesse meio tempo, mas não importa.
O resultado todos sabem. Uruguai 2-1, gols históricos de Ghiggia e Schiaffino. Registre-se que, injustamente, até hoje se culpa o pobre e valoroso goleiro Barbosa, esquecendo-se dos outros que não tiveram nem competência para empatar o jogo. Registre-se que, segundo a Wikipedia, a música da vitória jamais foi tocada, Jules Rimet jamais deu seu discurso em português, e, após aquela data, o Brasil trocou de uniforme, adotando a famigerada camiseta amarela.
Não há exatamente uma moral na história. Cada um entende da forma que mais lhe apraz e outros, mais sensatos, nem dão muita pelota para futebol. Eu dou. Eu gosto de pensar que futebol não é uma arte, mas sim transpiração, força, vontade e atitude. Nem sempre o melhor vence, mas sempre o que merece vence. Estão aí inúmeros exemplos com a história do meu time, o Glorioso Tricolor, e, infelizmente, com time de outros, vide até o injustiçado Gabiru –nesse caso, o traíra pode (e deve) ser apontado como responsável direto. Enfim, eu penso que o mais divertido no futebol são as pessoas que pensam até hoje que o Maracaço (de 1950, 1982, 1997 ou qualquer outro) foi uma injustiça, uma tragédia para o futebol, quando foi exatamente o contrário, a oportunidade em que, mais uma vez, o imponderável premia aqueles homens que mais lutam pela vitória. Até porque, se futebol é uma arte, o maior de todos os tempos era aquele piazinho que ficava fazendo balãozinho no California Games – Jogos de Verão.
Pensando bem, este será o segundo maior jogo da história mundial, em breve. E espero que o time celeste esteja à altura do desafio!
Tomara!
Abraços aos amigos.
"Los cronistas se dejaban impresionar por las goleadas de Brasil, pero no se daban cuenta que los rivales se achicaban. Y no era para menos. La tribuna, la multitud, y todas esas cosas que pesaron en el ánimo de los españoles y los suecos, permitieron las goleadas. Pero eso con nosotros no camina. El equipo nuestro jugaba bien y estaba integrado por hombres". (Julio Pérez, jogador uruguaio).
Espero, em breve, estar fazendo um post com boas novidades, que os amigos já devem estar sabendo. Mas vamos deixar as coisas se concretizem, misteriosos são os caminhos da burocracia brasileira. Torçam para que dê tudo certo e, em breve, teremos mais um motivo para churrasco.
Não, não, a minha respectiva não ficou grávida ;).
Eu tenho um texto sobre filosofia também, este vou deixar para outro dia.
Poderia falar sobre o filme do Rocky Balboa, mas este é ídolo e todos certamente verão tal preciosidade.
Vou falar sobre o que eu imagino ter sido o maior jogo de todos os tempos, depois, é claro, da Final da Turma 45 de Futebol de Botão, em que eu me sagrei campeão, sendo que venci, no caminho, o Raupp, o Pacheco e, pasmem, o Alemão! Aliás, tratando-se de futebol de botão, o segundo maior jogo de todos os tempos foi aquele em que, em meados de 1993, venci o meu primo Profeta com quatro gols do recém contratado Gullit! MBM 4-1 RBP. :)
Ok, ok, vou ater-me ao futebol propriamente dito, descontado videogame e botão:
O maior jogo de todos os tempos foi o da Copa de 1950. Pensem bem, os brasileiros já estavam comemorando. Teve jornal que colocou manchete dias antes: “estes são os campeões” com a foto do time do Brasil. Teve 200.000 mil pessoas no Maracanã. Teve Carnaval. As medalhas de ouro com o nome dos jogadores brasileiros estavam prontas. O Brasil tinha feito 13 gols nos dois jogos anteriores.
Nada poderia dar errado. E deu, por óbvio.
Começando o jogo e os brasileiros jogando pelo empate, só deu Brasil no primeiro tempo. Trocentas chances de gol e nenhum tento, ao melhor estilo futebol-arte. No segundo, gol brasileiro aos dois minutos. Aos olhos de todos no mundo, estava decidido já. 11 não concordavam. Os uruguaios ficaram reclamando com o juiz e o Varela, jogador uruguaio, pegou a bola, colocou no centro e disse: “agora é hora de virar o jogo”. Ah, me parece que um brasileiro levou um safanão nesse meio tempo, mas não importa.
O resultado todos sabem. Uruguai 2-1, gols históricos de Ghiggia e Schiaffino. Registre-se que, injustamente, até hoje se culpa o pobre e valoroso goleiro Barbosa, esquecendo-se dos outros que não tiveram nem competência para empatar o jogo. Registre-se que, segundo a Wikipedia, a música da vitória jamais foi tocada, Jules Rimet jamais deu seu discurso em português, e, após aquela data, o Brasil trocou de uniforme, adotando a famigerada camiseta amarela.
Não há exatamente uma moral na história. Cada um entende da forma que mais lhe apraz e outros, mais sensatos, nem dão muita pelota para futebol. Eu dou. Eu gosto de pensar que futebol não é uma arte, mas sim transpiração, força, vontade e atitude. Nem sempre o melhor vence, mas sempre o que merece vence. Estão aí inúmeros exemplos com a história do meu time, o Glorioso Tricolor, e, infelizmente, com time de outros, vide até o injustiçado Gabiru –nesse caso, o traíra pode (e deve) ser apontado como responsável direto. Enfim, eu penso que o mais divertido no futebol são as pessoas que pensam até hoje que o Maracaço (de 1950, 1982, 1997 ou qualquer outro) foi uma injustiça, uma tragédia para o futebol, quando foi exatamente o contrário, a oportunidade em que, mais uma vez, o imponderável premia aqueles homens que mais lutam pela vitória. Até porque, se futebol é uma arte, o maior de todos os tempos era aquele piazinho que ficava fazendo balãozinho no California Games – Jogos de Verão.
Pensando bem, este será o segundo maior jogo da história mundial, em breve. E espero que o time celeste esteja à altura do desafio!
Tomara!
Abraços aos amigos.
"Los cronistas se dejaban impresionar por las goleadas de Brasil, pero no se daban cuenta que los rivales se achicaban. Y no era para menos. La tribuna, la multitud, y todas esas cosas que pesaron en el ánimo de los españoles y los suecos, permitieron las goleadas. Pero eso con nosotros no camina. El equipo nuestro jugaba bien y estaba integrado por hombres". (Julio Pérez, jogador uruguaio).

3 Comments:
At 2:40 AM, junho 13, 2007,
Anônimo said…
Antes de mais nada quero deixar aqui minha torcida para que tudo de certo e que as novidades do meu primo se concretizem,fazendo da demorada burocracia um pequeno detalhe em meio a tanta comemoração.
Um churrasco será fundamental e o borrifador é presente meu.
Vou esperar pelo texto sobre filosofia também.
Rocky é mestre realmente.
E o GUllit (famigerado botão laranja e branco)é um filho da puta.
Mas vamos lá:
Sou um fanático por futebol,gosto de ler sobre,ver,pesquisar,escalações,estádios e tudo mais.Mas se tem uma coisa que eu odeio é o tal popular entre os brasilienses..."Futebol Arte".Odeio,coisa de fresco e me irrita.Futebol tem que ser na garra,na luta,na vontade.Concordo com o que tu disse no texto.
Eu não torço pro Brasil,nunca torci (só quando o Scolari foi o treinador).Na copa de 98 saí com a camiseta da França no outro dia pelas ruas e na de 2006 vibrei no gol do Henry.Fora as Copa América que nós(argentinos)ganhamos deles (brasileiros).Ahh sem esquecer da copa de 90,na qual ganhamos com um gol na qual a boneca do Alemão (não o nosso amigo e sim o volante bigodudo aquele)não quis descer o relho no Maradona pois eram amigos.Se fosse o Sandro Goiano...Bem,perguntem ao Riquelme quinta-feira.
A final de copa de 50 realmente foi lindo...Pobre Barbosa e Ghiggia é meu ídolo.Realmente o tricolor mostra que futebol arte é coisa besta,minhas conquistas nunca tiveram futebol arte e nunca vão ter.E realmente,sobre Dezembro passado,a culpa é toda do traíra.
Amanhã vai dar tricolor.São nesses dias que deixo de ser Argentino e passo a ser Uruguaio por uma semana.
Assim como o nosso tricolor:
Argentino de alma e uruguaio de coração.Estaremos jogando em casa amanhã.
E este ano é nosso!
abração meu guri!
At 5:08 PM, junho 13, 2007,
Anônimo said…
Bem, muito bem comentado o jogo do Brasil... Não comento sobre os jogos de botão, pois nesses, só levava surras...
Quanto ao jogo do tricolor... Veremos... É dificil para mim torcer para o Boca, para não dizer impossível. Então, que ganhe o melhor.
Quanta as novidades, dará tudo certo meu amigo!!! Estou mais que na torcida!!! Já estou lá assando a carne!!! Hehehehehehe
Abraço!
At 8:58 PM, junho 20, 2007,
Camoz said…
Não sou o melhor comentarista de textos sobre futebol, mas achei muito bom teu texto. Na verdade o que tu narraste não se aplica apenas no futebol.
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