Opiniões Proféticas

domingo, agosto 26, 2007

Diógenes - O Sentido da Vida

Em março eu coloquei a letra de uma música que aparece num filme do lendário grupo Monty Python, e agora eu terei o bom senso de colocar o vídeo (cortesia do Youtube), a letra original e a minha modesta tradução. Enjoy.





Whenever life get you down, Mrs. Brown,
And things seem hard or tough.
And people are stupid, obnoxious or daft,
And you feel that you've had quite enu-hu-hu-huuuuff!

Just - re-member that you're standing on a planet that's evolving
and revolving at 900 miles an hour,
It's orbiting at 19 miles a second, so it's reckoned,
the sun that is the source of all our power.
The Sun and you and me, and all the stars that we can see,
are moving at a million miles a day,
In the outer spiral arm, at 40,000 miles an hour,
of the Galaxy we call the Milky Way.

Our Galaxy itself contains 100 billion stars,
it's 100,000 light-years side-to-side,
It bulges in the middle, 16,000 light-years thick,
but out by us it's just 3000 light-years wide.
We're 30,000 light-years from galactic central point,
we go round every 200 million years,
And our galaxy is only one of millions of billions
in this amazing and expanding universe.

The universe itself keeps on expanding and expanding,
in all of the directions it can whizz,
As fast as it can go, at the speed of light you know,
twelve million miles a minute, and that's the fastest speed there is.
So remember, when you're feeling very small and insecure,
how amazingly unlikely is your birth,
And pray that there's intelligent life somewhere up in space,
because there's bugger all down here on Earth


-----------------


Quando a vida lhe deixar deprimida, Sra. Brown,
As coisas parecerem duras ou ruins
As pessoas forem estúpidas, desagradáveis ou imbecis
E você sentir que você já viu o suficiente

Apenas lembre-se de que você está num planeta que está evoluindo
E girando a 900 milhas por hora
Ele está orbitando a 19 milhas por segundo, ou assim se acredita,
O Sol que é a origem de toda nossa energia.

O Sol e você e eu, e todas as estrelas que podemos ver,
Estão se movendo a um milhão de milhas por dia,
No braço espiral exterior, a 40.000 milhas por hora,
Da galáxia que chamamos de Via-Láctea.

Nossa galáxia em si contém 100 bilhões de estrelas,
Possui 100.000 anos luz de lado a lado,
E é gordinho no meio, com 16.000 anos luz de espessura,
Mas aqui onde estamos ele tem apenas 3.000 anos luz.

Nós estamos a 30.000 anos luz do centro galático,
E damos uma volta ao redor a cada 200 milhões de anos,
E nossa galáxia é apenas uma de milhões de bilhões
No nosso fantástico e crescente universo.

O universo em si continua crescendo e crescendo,
Em todas as direções que ele consegue ir,
Na velocidade mais rápida que ele pode, a velocidade da luz,
A doze milhões de milhas por minuto; e essa é a velocidade mais alta que há (sic).

Então lembre-se, quando você estiver se sentido pequena e insegura,
O quão maravilhosamente improvável é o seu nascimento,
E reze para que exista vida inteligente em algum lugar no espaço,
Porque aqui está difícil.

Diógenes - Supérfluo

Olá, meus amigos. Quanto tempo, não?

Estava eu aqui pensando nas implicações de se TER algo.

(Escrevi e apaguei vários parágrafos diferentes uns dos outros. Me impressiona como tudo é complexo e cheio de ramificações, e aí não me dá vontade de escrever nada.)

O objetivo do que eu ia escrever era passar a seguinte idéia: quando não temos algo, esse algo nos faz falta. Quando temos algo, ou não damos valor algum ou damos valor demais e esse algo nos consome.

Aquilo que é objeto de desejo de alguns é aquilo que desprezamos, e aquilo que desprezamos é o vício já consumado de outros. Tudo que desejamos e tudo o que nos vicia nos prende a um estilo de vida. E aquilo que desprezamos... bom, isso também.

E agora que eu não escrevi o texto que deveria ter escrito e simplesmente coloquei a idéia daquilo que deveria ter sido escrito, as frases não fazem sentido e não podem ser compreendidas, porque estão fora de contexto. Ou seja, falta o seguinte elemento: por que é que eu queria passar tal idéia?

Enfim.

Na imagem que o amigo Coniff colocou abaixo, segundo ele há um homem "afeminado". Trata-se muito provavelmente de Alexandre, "o grande", e não de um romano. Como o amigo provavelmente sabe, trata-se da famosa cena em que Alexandre pára diante do Sol de Diógenes, "o cínico". Nessa cena, Alexandre fica impressionado com a imagem de Diógenes, e pergunta se há qualquer coisa que lhe possa fazer. Eis que Diógenes responde: "Só quero que me devolvas o meu Sol."

Diógenes, como todos os cínicos, não desejava nada além daquilo que era estritamente necessário para viver. Aliás, ia além: entre o luxo e a dificuldade, escolhia a segunda, pois assim se preparava para a verdadeira vida (não aquela de seus compatriotas citadinos, de facilidades). Não se dava o luxo, portanto, de escolher a cor do carro, nem teria recusado um carro vermelho, se por acaso houvessem naquela época carros e - como se não bastasse - opções de cores.

Diógenes era, como uma pessoa não famosa notou (e anotou em outro canto da internet), apenas mais um daqueles lendários cínicos da Antiguidade - imponentes, poderosos, épicos, capazes de afrontar imperadores. Era um cão, um vira-latas, sujo e remelento, agressivo, vivendo num tonel e latindo (literalmente) para as pessoas à sua volta, louco e ao mesmo tempo lúcido, procurado por sua sabedoria e, principalmente, munido de uma vontade de ferro - bem diferente dos cínicos de hoje: idealistas que, "em tempo", abandonaram suas crenças, magoados e feridos, agora tomados por irremediável pessimismo.

Se os cínicos já não são como um dia foram, por justiça devemos também lembrar que o mundo como um todo é diferente. Hoje, aqueles que dormem dentro de barris no centro da cidade não são mais grandes filósofos, nem têm a chance de discutir com imperadores e assim serem lembrados por milênios por uma afronta.

Não, nestes tempos malignos o homem precisa ser muito mais do que isso, até mesmo quando não deseja ser nada.

E eis tudo o que quero escrever, por enquanto. Em tempo, a foto do bólido em posição estratégica para que seja melhor realizada uma comparação (note também a placa rasurada no Paint):


Bolidus Bolydae

sexta-feira, agosto 17, 2007

Dando continuidade a uma tradição



Como sói acontecer, eu, mais uma vez, tenho a honra de parabenizar nosso colega Diógenes pelo novo bólido, identico àquele da foto acima. Note-se, ainda, que quando o romano bichona (ou efeminado, sei lá) pergunta se a cor do 206 poderia ser vermelha, Diógenes de Sínope diz:

- "Mas que meeeeeeeeerda, meu amigo. Suma com essa porcaria daqui".

Talvez não tenha acontecido exatamente assim, mas, de qualquer forma, é um grande momento.
Parabéns, meu velho.

(agora eu páro de postar, eu prometo...)




Quando CONNIFF elabora um texto sem relação com a foto






Piacere, io me chiamo Matheus.

Como o título bem explicita, a foto não guarda relação com o texto vindouro. O Diego irá comentá-la. Até porque Rússia, Ucrânia, República Checa e Chile e nenhum caneco é muita incompetência. Quanto à foto da Vera Fischer sendo carregada de bêbada e o Zulu 'mandando ver' no Pan, sem maiores comentários.

Tempos atrás o Daniel mencionou que estava escrevendo um texto sobre o caos. Pareceu uma boa idéia, vou fazer o mesmo, só que com outro enfoque.
Quando eu me refiro ao caos, eu possuo uma concepção diferente daquela professada pela maioria, talvez por ser um néscio romântico que tenta freqüentemente categorizar e achar um sentido para todas as coisas. Em verdade, talvez esta seja minha maior fraqueza filosoficamente falando (ou não), achar que todas as coisas detêm um sentido inato intrínseco além daquele atribuído pelo observador. Mas isso fica para um próximo texto.

Passeando pelo Centro de Porto Alegre, ou de qualquer cidade deste porte ou maior, a gente tem uma leve noção de como a nossa sociedade é caótica em muitos aspectos. As ruas são sujas, as pessoas correm nas ruas, pois não têm segurança, exceto os velhos mancando, que quase sempre são atropelados e os mendigos que dormem nas praças. Os prédios são feios, sujos e, além disso, fedem a urina. Há coisas piores no mundo, mas fiquemos só nisso, já que o texto não é uma mera descrição do paisagismo urbano menos favorecido.

É patente para o autor deste texto (eu, portanto :) que algo deu errado na nossa concepção de sociedade. Justamente o fato de não haver uma concepção de sociedade. Na verdade, eu escrevi, no meu antigo blog, que a modernidade caracteriza-se justamente por não ter um esquema moral definido, o que, por via reflexa, impede a formação de um sistema político suficientemente sólido em termos de 'certo e errado'. Talvez a quantidade de pessoas que passaram a viver em uma mesma sociedade tenha forçado um sistema justamente contingente, sem preocupação com uma concepção de bem compartilhada, mas somente com a sobrevivência mínima dos entes sociais. Assim, a ausência de identidade força a criação de uma burocracia enorme que, ao meu ver, consegue realizar (mal ou bem) a hercúlea tarefa de impedir nosso aniquilamento mútuo. Além disso, os sistemas modernos (da democracia liberal representativa ao socialismo) também foram bem sucedidos ao criar uma quantidade de riqueza e bens supérfluos sem precedentes na história da humanidade. Isso é fato.

Note que a tese de que, na sociedade moderna, não há absolutos morais e, portanto, toda e qualquer discussão ética torna-se interminável, pode ser facilmente corroborada com dois subprodutos banais... já chego lá...

O primeiro é este tal de Best Seller "O Segredo", que diz, basicamente, "que acreditando fundo em algo, o Universo conspirará para que aquilo aconteça". Dois aspectos são facilmente constatados nisso, mas pouca gente se dá conta. A uma, é que o sistema é indivualista ao extremo, ou seja, negligencia completamente que o "Universo" é bem maior que meu umbigo. Trocando em miúdos, se eu acreditar ('as ganha') que o Grêmio vai ser campeão, ele vai ser, não importando quantos colorados pensem o contrário. O mesmo vale para o dinheiro, não importa que a riqueza seja limitada no mundo, ela virá para aquele que 'detiver o segredo'.O segundo aspecto é que o tal de "Segredo" é absolutamente neutro quanto aos fins, ou seja, ele é um método para conseguir o que a gente quer. Ele funciona para o bem e para o mal. Ele, então, não diz nada sobre os fins e quais são piores ou melhores. Em regra, no caso, as pessoas escolhem dinheiro e fama.

Ademais, outro exemplo a ser brevemente analisado são as Igrejas Pentecostais, notadamente a Universal. Elas surgiram no começo do Século XX e caracterizam-se justamente por terem transformado profundamente a Teologia. De esperança de salvação eterna, Deus passa a ser um ajudador, um "ente" que quer que todos seus seguidores sejam felizes na Terra, com muita prosperidade material e sem caroços ou deformidades físicas. Ele cura quase tudo, como comprova o Pastor do 10 aquele, que se dá ao luxo de pedir curas só no pé esquerdo. 95% do "sermão" é dedicado às coisas mundanas e ao diabo.

Os dois exemplos citados (e não criticados, apenas analisados superficialmente) são tipicamente modernos, embora o último, bem ou mal, guarde alguma mínima concepção de moralidade.

Talvez eu tenha algumas conclusões sobre isso que eu falei, certamente eu deveria explicitar melhor meu argumento, entretanto é tarde e o texto já foi longo o suficiente. Não esperem conclusões de um texto caótico.

No fim, é como diria o Mestre Cartola (baixem a música): "A sorrir, eu pretendo levar a vida... pois chorando eu vi a mocidade perdida".
E viva o Carrossel Ucraniano! Ciao!

sábado, agosto 11, 2007

13 jogos de Mega




A lista de 13 jogos de Mega Drive do Conniff. Certamente, não são os 13 maiores jogos da história, mas são os que eu mais gostei. Note-se que eu escolhi o Mega Drive por ser ele uma representação do tempo em que a gente era feliz e não sabia. Não que eu não seja agora, é que naquela época o troço era mais despreocupado. Eu lembro claramente o quanto eu me empolgava jogando aquele trambolho de 16bit, que, embora não tivesse gráficos sensacionais, era uma fonte de diversão quase inesgotável! A coisa era tão bizarra que eu chegava a alugar Art Alive na Acará Games, um jogo de 1mb, que simulava um Paintbrush trinta vezes mais tosco, e achava muito divertido!

Claro, posso esquecer um ou outro jogo (os colegas estão aqui para lembrar deles, inclusive) e, ainda, certamente farei algumas arbitrariedades ilógicas, como de costume. Vamos lá:

13. Paperboy; Eu tenho certa vergonha em admitir, mas joguei muito esta porcaria. Meu primo é minha testemunha da minha felicidade quando eu derrubava o garçom com o jornal. E ele sempre me ajudava na Hard Road também. “One less costumer”.
12. Super Monaco GP; Este era uma beleza. Tinha a Zeroforce, aquele belo carro laranja e branco. Lembro como se fosse hoje minha vitória com a Firenze no circuito do México! Grande jogo. “C’mon, C’mon”.
11. Shining Force II; O Diogenes provavelmentenão vai concordar comigo, mas era o melhor RPG para Mega ;). Nunca acabei, infelizmente.
10. Pelé ou Rock N’Roll Racing; A 10 é do Pelé, fazer o quê. Certamente o pior jogo de futebol da história, mas rendeu belas glórias ao Montevidéu, glorioso tricolor –usava vermelho e azul-, campeão mundial, como bem recorda meu bom e velho primo. O jogo era tão tosco que os times eram nomes de cidades e só dava para fazer gol de cabeça. Falando sério, a posição é do Rock n’Roll Racing. Clássico, divertido e com uma ótima trilha sonora.
9. Desert Strike; muito bom também. O ruim era achar os reféns enfurnados nos prédios.
8. Evander Holyfield; Excelente jogo, em termos de diversão é melhor que estes do Playstation. Uma das maiores injustiças da história do videogame mundial foi quando eu perdi para o Michael Lamb, terceiro do ranking. O careca negão que eu criei não pôde lutar contra o Holyfield daí.
7. Streets of Rage; O bom dele é que só tinha um botão para dar porrada, um para pular e outro para dar o especial. Simples e efetivo. Eu nunca jogava com o Axel, a voadora dele era com a perna dobrada e ele era uma bichona.
6. Street Fighter; Melhor jogo de luta, apesar do Mortal Kombat ser divertido também. Sempre com o Ryu, dando voadora, derrubando e hadoukken (?).
5. Sonic; O primeiro para mim era o melhor. Também nunca acabei ele, sempre perdia todos os meus rings antes. Sou uma negação.
4. Toejam & Earl; Este eu acabei. O jogo mais divertido que existe para se jogar em dupla, meu pai era sempre o Earl. Sem contar a fase ‘0’ com as havaianas.
3. Medalha de bronze: Unchartened Waters: New Horizons; Senhores, este eu só joguei no emulador, mas, mesmo assim, passei horas e horas. O jogo mais completo que há para Mega Drive. Quisera eu que o Playstation II tivesse um jogo desses, mas, como diz o Diogenes, eles só se preocupam com os gráficos e fazem umas porcarias de jogos.
2. Medalha de prata: Olympic Gold – Barcelona ’92; Não só acabei, como bati o recorde mundial na natação que era do glorioso japonês Takenaka. Lembro do tempo até hoje: 1.45.3. Gostava de todas as modalidades, jogo até hoje.
1. Medalha de ouro: Fifa Soccer ’94; O jogo de futebol mais divertido da história. Brian Plank, Matheus Rochenstall, comemoração sempre igual, bandeira do país tremolando, fugir do juiz na hora do cartão, marcar o goleiro, gritos da torcida fantásticos, campeonatos familiares inesquecíveis.

Finalmente, menções honrosas para: 688 Attack Sub, Aerobiz Supersonic, Aladdin, Battletoads & Double Dragon, California Games, David Robinson, F-22, General Chaos, Golden Axe, Hard Drivin’, Jennifer Capriati Tennis, Joe Montana, Jordan vs. Bird, Lakers vs. Celtics, Mortal Kombat, Mystic Defender (neste caso, menção desonrosa), NBA Jam, NHL ’95, Nigel Mansell, Out Run, PTO, Phantasy Star II, Pit-Fighter, Populous (não sabia jogar à época), Risk, Road Rash, Ren & Stimpy, Romance of the Three Kingdoms III, Shadowrun, Shinobi, Side Pocket, The Simpsons: Bart vs. Space Mutants, Star Trek TNG, Starflight, Summer Challenge, Sunset Riders, Super Volleyball, Tazmania, Tartarugas Ninjas, Tiny-Toon Adventures, Top Gear 2, Where in the World is Carmen Sandiego e o glorioso World Cup ’90, de Bouderbala.

Façam suas listas, se quiserem, por óbvio! ;) Forte abraço!

Conniff, antes de mais nada....

Saudações, ó, pá!

Seguinte, como os leitores já devem ter percebido, estou com o presente post quebrando a venerável ordem de mensagens estabelecidas pelo Oráculo. Há, entretanto, um ponderoso (isso, com “n" de Nair) motivo para tanto: felizmente (ou não), dois dos colabores deste respeitável periódico encontram-se fora dos limites do Rio Grande. Um em São Paulo e, pasmem, outro em Minas Gerais. Assim, não seria razoável exigir textos edificantes fora dos rincões gaudérios, até porque eles devem ter mais o que fazer por lá. :)

Na verdade, o maior motivo capaz de justificar a quebra ora procedida é que o sentido (telos) da norma é incentivar os escritos. Contudo, por via transversa, ela acaba forçando o cara que não está a fim de escrever de fazê-lo, o que é uma excrescência.

Assim, penso eu, seria melhor que não tivéssemos ordem porcaria nenhuma. Quem quiser, escreva. Não havendo mais interesse em escrever, não há mais necessidade do blog. Aliás, no futuro, deveríamos ter um fórum para conversas na Internet, mas deixemos o assunto para outro momento.

Novidade do dia: farei italiano agora. Sem contar que o Daniel, um italiano nível 5, irá arrumar um curso de francês online para nós fazermos. Além disso, vai me ensinar a baixar torrents. Como diria o Paulo Brito, "é bom esse Daniel".

Esclarecimento do dia: bloquearam meu MSN no Tribunal. Contato agora só por sinal de fumaça.
Vamos, então, ao post propriamente dito.