Opiniões Proféticas

quinta-feira, setembro 27, 2007

Conniff - 1977


Saudações.

Depois de uma ausência de exatos 20 dias, estou de volta ao blog. São inúmeros os assuntos passíveis de abordagem, já que eu abandonei a idéia de falar sobre só um tema, é um sacrifício muito grande :).

20 assuntos para vocês:

1. No jogo dos execráveis, leia-se São Paulo e Boca, ganhou o mais execrável. O bonito de ver foi o juiz deixando de dar qualquer faltinha, isso é o mais deprimente sobre o Campeonato Brasileiro, as faltas e a fórmula esdrúxula. Gostaria de mencionar que o Ibarra aquele é um jogador que eu gosto. Sem mais. Que um time venezuelano seja campeão.

2. Nesta minha ausência, o Renan Calheiros foi absolvido. Minha reação, à época, foi entrar no blog da mãe do Daniel. Ela certamente xingaria os nossos senadores com toda a propriedade. Ela o fez :). Na verdade, desde que eu tenho blog, situações como esta são, infelizmente, repetidas a ponto de se tornarem absolutamente comuns. Eu devo confessar que, no fundo, até torci pela absolvição, para que, desta forma, fique AINDA mais claro o fato de que o Renan não é, de forma alguma, a exceção dentro do Senado Federal, é a regra. Assim, é melhor que ele não fique como “mártir” exemplar, já que tem mais uns 65 Pauderneis junto com ele (de um universo de 81). Sem contar que, dos que votaram pela cassação, a maioria do tal de Democratas é tão ruim quanto ou até pior que ele. Chega de política brasileira por hoje. Chega de política pela década.

3. Estava eu cheio de serviço, pensando “pow, hoje, de novo, não vou conseguir escrever no blog”. Em um momento de inspiração, lá pelo meio das 600 folhas do processo, descobri que a procuração tinha prazo de validade já expirado, o que levaria um processo de sete horas ser resolvido em 20 minutos. Noves fora, eu quero dizer que depois de apanhar diariamente e brutalmente da burocracia, hoje eu tive uma vitória de pirro sobre ela, a qual me permite escrever esse texto.

4. Eu tinha alguma coisa para falar sobre o fato de eu ser a favor da Copa do Mundo no Brasil, mas estou com preguiça de evoluir no raciocínio. Maybe later.

5. A mudança de casa foi excelente. O novo apartamento é tranqüilo, aconchegante e a companhia é a melhor possível.

6. É sério. Eu não estou puxando o saco da Ju, ela nem lê o blog.

7. E eu ainda não comprei o computador. Aguardem. :)

8. Quero falar do Mianmar. Rimou até. O Mianmar é o país mais desgraçado do mundo. Ninguém sequer sabe que ele existe e, vejam bem no mapa, ele até que é bem grandinho. Dos poucos que conhecem ele, ainda, a maioria pensa que ele ainda se chama Birmânia. Até o Laos é mais conhecido em virtude do filme “Air América”, em que o Mel Gibson diz “que não há guerra no Laos”. Voltarei ao assunto Mianmar em um item subseqüente.

9. Eu fiz aniversário neste período de ausência. Agradeço as felicitações dos amigos. Loro sono buoni amici! Pacas.

10. Eu ainda preciso do meu borrifador :).

11. Walla Walla...

12. ... é o nome de uma cidade minha no Civilization.

13. Sobre Mianmar, de novo. Mianmar não tem um lema. A capital é impronunciável, chama-se Naypyidaw. Estão dando (o governo do ditador) pau em uns monges lá. Eu não sei bem qual o problema, mas, em princípio, eu sempre simpatizo com os monges budistas.

14. Teve o 20.09 também. Grande data, leiam o texto que o meu primo escreveu no blog dele a respeito.

15. Roubaram a frente do meu rádio. O que não roubam hoje em dia?

16. O dezesseis vai ser um troço bizarro. Como eu constantemente acho que vou ganhar na loteria R$ 10.000,00 e isso até agora não aconteceu, pretendo usar de um expediente mais esdrúxulo: vou escrever, em inglês, para alguns bilionários da lista da Forbes, pedindo tal dinheiro (USD 5.000). Vou dizer que usarei o dinheiro para pagar um churrasco aos amigos, comprar o armário do meu banheiro, comprar um rádio novo, doar um pouco para uma instituição de caridade. Duvido que algum e-mail sequer seja lido, mas eu vou fazer isso mesmo assim. Caso dê certo, vocês ganharão algum também. Espero, contudo, que o cara pelo menos gaste mais com filantropia ou pelo menos dê umas risadas.

17. Uma dica interessante: tendo R$ 10,00, utilizem tal importância para comprar um livro do Allan Massie, que escreve sobre Roma. São romances históricos bem divertidos sobre personagens famosos, tipo Nero, Marco Antônio, César. Recomendo.

18. Até hoje não chegou minha cama da casa nova. Ah, não há sala de jantar até o momento, de sorte que, por enquanto, não farei a inauguração do novo lar.

19. Ufa, tá quase acabando. Denny Crane.

20. Sobre a foto, o Grêmio ganhou um Grenal de 1x0 na minha ausência do blog, mas este de 1977 foi, na minha opinião, o maior de todos. Teve salto mortal frustrado, golaço no final, invasão de campo, confusão. Ali o Glorioso renasceu. Por isso a foto.

Vou lá. Agora falta responder os comentários dos amigos e descrever meu ambiente de trabalho.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Muito bem caros Senhores....

Após um breve recesso, cá estamos todos voltando pouco a pouco a escrever a tantos e tantos leitores.

Comentando aqui as ultimas postagens, sim eu sei que sou vadio, mas assim evito de ter que abrir janela a janela para postar os comentários... Por sinal, sugiro aqui que comentemos os post anteriores em nossos próprios posts.... Talvez assim possibilite maiores discussões... Já que muitas vezes quando comentamos não abrimos mais os comentários daquele post....

Voltando a vaca fria (que ditado horrível), Boing escreveu que bom mesmo é o Loco Abreu... Ok. Enfim... A Argentina se fudeu... Peço perdão por este comentário... Principalmente ao nosso querido amigo Cap. Boing, mas eu aqui não compartilho da mesma afinidade com os Hermanos... Seguimos...

Coniff... Mas que merda meu amigo... Tirou fora a ordem dos Posts... Ordem essa quase que venerada pelos distintos membros deste blog... Mas até acho que ficou melhor... Deixa a coisa mais solta... Poderia ser melhor, poderia ser algo do tipo... Puxa, hoje estou inspirado, vou posta lá... Não... Nada disso... Continuamos com nossa maluquices!!! QUE ÓTIMO!!!!

Coniff de novo... Esse sim gosta de postar!!! Jogos de mega!!! Que maravilha!!! Eu alugava jogos... Sim, não tinha divisas para despender na compra de jogos... Meu dinheiro era destinado todo para cerveja... Uma obra, lembro de praticamente todos os jogos postados e mais alguns que não lembro agora!!! Hahahahahahahah

Adivinhem só!!! Coniff de novo!!! Neste post faltou colocar as tetas que saltaram fora durante o Pan... Em especial a que o Diógenes providenciou o link para os amigos darem uma olhada...

Puta que pariu!!! De novo o Coniff!!! Mas que merda meu amigo!!! O Diógenes de carro!!! E ainda por cima um 206!!! Mas que beleza!!! Fico feliz pela aquisição do amigo!!! Muita feliz mesmo!!! Aulas de cavalo de pau, direção estilo GTA e Need for Speed!!! Estamos as ordens!!! Hehehehehehe Afinal estou na comunidade “Eu não dirijo, eu piloto”... Fato??? Não... Mas um dia será!!! Heheheheheheheeheh

Diógenes... Ter ou não TER eis a questão... Na dúvida, ter... Melhor ter do que não ter... Mas se o assunto for TER doenças, preferível não ter.... Mas ter dinheiro... Nem sempre é preferível ter tb... Sei lá... Na verdade, fiquei na dúvida... Ter ou não ter... Mas que merda... Agora tudo depende... Vamos adiante...

Diógenes... Muita boa a música!!!

Coniff.... Realmente o texto mais sério... Tirando a parte do menino burro e sua mão mais besta ainda... Na verdade, apenas para comentar... Não citarei nomes, mas se for por falta de uma bola, o pai de um grande amigo nosso poderia ter barbaridades ainda maiores, tendo em vista que é uma super bola como falam por aí... Sobre a parte séria mesmo... Lamentável... Principalmente agora que começa a esquentar... Crianças, semi-nuas, desfilando, tirando fotos e o escambal... Enfim... Ligamos isso com o episódio do menino que falou da bola do Hitler... Sabe-se muita mais de como colocar uma foto no fotolog do que o que fez ou deixou de fazer Hitler entre outras coisa... Mas dá bola o pau no cú não esquece!!!

Coniff... Os vídeos são uma beleza!!! Sério!!! Quase, e eu escrevi quase, me caguei rindo!!!

Diógenes... Muito bem observado... As empresas cada vez pagam menos por mais... Foda-se... Demitem um que ganha 1000 por 3 que vão ganhar 300 cada e ainda trabalharam 2 horas a mais que o antigo... Sentiu dores... Vá para casa descansar... Amanhã é só passar para pegar seu porta canetas, porta retrato e a sua caixa de clips...

Diógenes... Ótima idéia... Descrevei em outro momento o lugar onde trabalho... Na verdade, neste momento nem sei onde trabalho, pensarei melhor para escrever sobre isso...

Boing... Ótimo te ver de volta!!! Muito bonito lembrar da mãe das putas!!! Vale lembrar que dizem que é uma das profissões mais antigas do mundo... Na minha visão deveria ser a profissão de cafetão, tendo em vista que puta só se tornou profissão após uma estrutura, essa efetuada por um cafetão!!! Por óbvio!!! E.T.: Tu já viu o vídeo da menina em questão??? Eu digo os vídeo da época em que ela ERA (hahahahahaahahah) protiputa??? De fato, acho que o ministério não deveria pagar o filme... Mas o camarada, presidente do senado, poderia “doar” umas duas vacas daqueles que valem milhares para o bem da punheta nacional!!!

Senhores, este post foi um acúmulo de porcaria na cabeça do amigo que vos escreve... Saudade de todos... Abaixo, se eu consegui colocar a porra do link certo, segue um vídeo, onde mostra a inocência da juventude!!! Por tanto, nada está perdido!!!
Grande abraço a todos, peço perdão por qualquer coisa...

segunda-feira, setembro 10, 2007

Blábláblá

Mazahhhhhhhhh!!!

Cá estou eu novamente, após um período corrido e impossibilitado (devido ao tempo) de postar por aqui, estou de volta. Li os textos e posts dos amigos e comentei em todos. Coisas boas, engraçadas e que me fazem pensar. E como sempre digo, tudo que me faz pensar... Me faz bem.

Mas vamos aos fatos:

E daí acordo em mais um domingo, abro o jornal e lá está a declaração:

“O presidente não virá aqui em casa trazer um cheque de R$4 milhões para ser investido no filme”.

Quem falou isso foi a Bruna Surputinha. Parei por alguns segundos e pensei em explodir, mas me controlei e continuei lendo o jornal. Mas impossível tirar isso da cabeça. A indignação dela com o Ministério da Cultura é hilária. Não que o Ministério seja uma beleza e sabe bem distribuir suas verbas, não é isso. Mas não vamos falar disso, vamos falar da Surputinha.

Ok... Eu sei que putas têm mãe, uma vida e aquele blábláblá todo, mas eu odeio putas. Não consigo admitir, por exemplo, que uma puta ganhe rios de dinheiros, do jeito que ganha. Mas aí ok, ela pode não ter culpa, o culpado pode ser o cara que paga para comê-la e blábláblá. Mesmo assim eu continuo odiando as putas. Vou fazer um exercício, faz de conta que eu não tenho nada contra as profissionais da saliência.

Vamos ver no que vai sair:

Se eu não tivesse nada contra elas, provavelmente não estaria aqui indignado com a Surputinha. Acharia normal, uma vadia que escreveu um dos livros mais lidos do Brasil nos últimos anos... Arrecadar 4 milhas para fazer um filme baseado no livro, certo?Acharia ela um exemplo de pessoa... Que começo a se prostituir ainda adolescente, não por necessidade e sim por gosto. Provavelmente, como muita cabeça oca nesse mundo... Deve achar que ela realmente tem muito a acrescentar.

Obviamente se o tal filme sair, vai ser um sucesso (vide o livro). Sei lá eu porque, vai ver por causa da burrice aglomerada da grande massa brasileira. Tem aquela bobajada toda de que brasileiro gosta da putaria e se já vê muita violência no dia a dia... É melhor ver porcaria na TV, no cinema e por aí a fora. Sei que isso não tem nada a ver com a minha vida, que a Bruna Surputinha não vai mudar em nada da minha existência se ela conseguir o dinheiro ou não. Sei de tudo isso. Mas eu apenas não gosto da idéia de ver essa cidadã... Como exemplo para muita gente. Mas quem fez dela um exemplo?A própria sociedade (em minha humilde opinião). Mídia também ajudou, e daí sabe como é... Para cabeça Oca... O Nelson Rubens falou... Ta falado.

Ok, ok.

Enfim, só acho que tudo isso, fora o meu ódio por vagabundas, mostra o quanto tudo está pobre demais. Desde a condição de um ser para viver com um salário mínimo até a cultura. Sei que as verbas são separadas e blábláblá e já disse que não estou falando de política. Mas uma mulher que não fez nada e é uma completa imbecil querer captar milhões para fazer um filme... É demais pra minha cabeça.

Mas o que diabos eu posso dizer... De um país que elege Collor e Maluf de novo e acha que o Clodovil vai salvar a pátria... Eu não posso me espantar com mais nada.

Um país sem exemplos, fútil.

Um país que é sempre o mesmo...

Blábláblá.

domingo, setembro 09, 2007

Diógenes - O lugar onde trabalho

Por motivo algum, decidi descrever meu ambiente de trabalho.

1 - Primeiro, descreverei o ambiente onde trabalho: trata-se de um andar inteiro de um prédio - uma sala única e imensa -, onde trabalham cerca de 80 pessoas, todas sentadas em razoáveis espaços chamados de baias. Nas tais baias pode-se encontrar uma mesa, um computador (às vezes rápido, às vezes lento), um monitor (CRT ou LCD, 15 ou 17 polegadas) e um pequeno móvel com duas gavetas pequenas, onde deve-se guardar tudo aquilo que seja valioso e/ou que porventura não se possa deixar à mostra (grampeador, lápis, caneta, fones de ouvido, etc.; todas essas coisas que normalmente são carregadas por gnomos travessos - ainda que bem intencionados - quando não estamos olhando).

Sobre minha mesa, pouco há de notável: não acumulo papéis, nem canetas, nem lápis nem nada; trata-se do ambiente mais limpo e desprovido de personalidade que há de se encontrar por baias e baias a fio. Uma observação mais cuidadosa revelará que o computador que opero é mais veloz que o daquelas baias que estão à minha volta. Enquanto os outros precisam esperar 10 minutos até que suas máquinas liguem, eu não; eu estou já trabalhando. Isso causa certa inveja - afinal, sou um dos funcionários mais novos da empresa.

2 - A maior vantagem de uma pessoa incomum é ver tudo o que os outros não vêem. Sua maior desvantagem é ignorar tudo aquilo que para os outros é óbvio. Se colocássemos um advogado na função de um engenheiro, sem dúvida ao longo do tempo muitas percepções interessantes seriam adquiridas.

3 - Pois na qualidade de pessoa incomum em meu meio (pois ainda penso que eu sou qualquer coisa, menos um tecnólogo), estava eu pensando justamente o quão psicótico nosso trabalho poderia parecer para quem o olhasse de fora. O dia inteiro com os olhos diante de canhões de elétrons, pulando rapidamente entre telas coloridas, inundando o cérebro com contrastes de azul, branco, vermelho, verde e toda cor que se possa imaginar, batendo os dedos frenéticamente num teclado, operando o tal computador.

Talvez eu não tenha desenhado bem a cena: dezenas de pessoas batendos os dedos em teclados, olhando para telas, xingando quimeras invisíveis, matando leões e ameaças intergaláticas no formato de falhas lógicas nas seqüências de dígitos binários que formam todo o mundo digital.

4 - É verdade que muitas pessoas podem operar computadores por horas e horas, mas não se pode confundir a utilização do computador como fim em si mesmo com a utilização do computador como ferramenta de criação de novas ferramentas.

5 - Meus colegas são, sem excessões, pessoas estranhas. Não se engane: a mente que opera um computador doze ou mais horas por dia é uma mente incomum. São pessoas capazes de olhar para uma tela e lê-la inteira numa passada de olhos, pulando de botão em botão, ignorando totalmente qualquer conceito de usabilidade. Pudera - estas pessoas não são usuárias, elas são construtoras, elas estão (ou deveriam estar) acima de questões como "Como se faz isso?"

Gostaria de ler a descrição dos ambientes dos amigos. Atesto que escrever sobre isto é um exercício interessante. :D

Diógenes - Laboral

Há algumas semanas (meses?) eu ia escrever um texto sobre uma moça que foi despedida lá no lugar onde trabalho (na verdade ela não foi despedida, pois é empregada de uma empresa de ginástica laboral, que por sua vez presta serviço à empresa na qual trabalho).

Pois a empresa como um todo foi despedida. Vários funcionários da empresa de ginástica laboral prestavam serviço à empresa na qual trabalho, pois são muitos funcionários para que apenas um professor de educação física dê conta de tudo. A tal empresa de ginástica laboral ainda possui outros contratos, por isso não irá à falência de imediato, penso eu.

Voltando à troca de empresa de ginástica laboral... como sempre, o critério utilizado para tal decisão foi o custo. Alguém, que obviamente não faz ginástica laboral e não vê diferença de uma empresa para a outra, decidiu reduzir custos. O resultado é que agora a ginástica laboral não tem mais horário definido, não recebemos mais massagem e os professores são tão antipáticos que conseguem entrar, dar sua aula e ir embora sem que eu sequer fique sabendo.

Sinceramente não me importo muito, pois vejam, eu não esperava ter ginástica laboral. Para mim é algo supérfluo, ainda que meu trabalho inclua ficar sentado 8h48min por dia, porque eu sei fazer alongamentos (e fodam-se os outros, que não sabem).

Ainda assim, é de se pensar no resultado que essa cultura da redução de custos possui na sociedade como um todo. Vejam: na prática, a redução de um custo que (convenhamos) não era tão grande (para a empresa na qual trabalho) teve como único resultado alterar nossa rotina e criar incômodos. Mas isso é apenas o efeito no nosso lado.

A empresa de ginástica laboral, que já estava com problemas financeiros, talvez tenha que finalmente demitir algumas pessoas. Talvez eles decidam agora contratar apenas estagiários. Pudera, estavam a anos sem reajuste, e a empresa na qual trabalho não estava honrando os pagamentos já há alguns meses. Quando o dono da empresa de ginástica laboral pediu a renegociação do contrato, o que aconteceu? Foi aberto um novo chamado e alguma outra empresa aproveitou-se.

Mas que outra empresa é essa? E como diabos ela consegue superar uma empresa cujo contrato não era renegociado há anos? Eu me pergunto e me pergunto...

Enfim, não vou ficar aqui tentando imaginar se é uma empresa apenas de sócios (3 pessoas jovens e sem atribuições financeiras) ou se é uma empresa caloteira, que não paga impostos, ou se é uma empresa que há muito tempo já deixou de contratar pessoas formadas, contratando apenas estudantes de educação física.

Não é que o dono da nova empresa de ginástica laboral seja mau, mas com certeza é culpa do sistema, que o obriga a fazer o que faz, e ser o que é.

Em minha opinião, também é problema de falta de inteligência da humanidade como um todo, já que quem ruma à destruição e ao caos alegremente é quem não possui inteligência).

Sabem de uma coisa, me cansa repetir as coisas de novo e de novo. Mas é isto: se o sistema é que apenas os mais fortes sobreviverão, deve-se saber que sobreviverão apenas os monstros.

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Para quem ainda não acredita na ignorância, estupidez, retardadice, maldade, filha-da-putice, tosquice, burrice, merdice crônica, FKJSAOIUS(*U¨&@!*&$ dos seres humanos:

A tal moça havia me contado que numa empresa de tele-marketing, onde ela dá aulas de ginástica laboral, um chefe pediu a ela que avisasse caso algum funcionário reclamasse de dores durante a massagem semanal, para que fosse demitido antes de ficar doente com o esforço repetitivo. Genial, não?

Ser humano MY ASS! Tinha que ser fuzilado por ser um filho da puta, ou no mínimo castrado para não espalhar a sua deficiência mental!

sexta-feira, setembro 07, 2007

Uns videozinhos....



Diego, perdão, mas este é muito engraçado:



Profissional do Sequisso:



Por fim, o MESTRE!

Der 7. September


Saludos!

Nesta semana, presenciei três eventos de somenos importância, mas todos ligados por uma ‘linha-condutora’ que pretendo expor, se minha confusa redação permitir. O primeiro, na fila de uma loja de departamentos, refere-se a uma conversa entre mãe e filho, este último de uns 12 anos, em que o filho dá amostras explícitas de ignorância histórica (não lembro especificamente dos exemplos) e comenta com a mãe que Hitler só tinha uma “bola” no seu saco. No que a mãe replica, para minha surpresa, que “deve ser por isso que ele fez aquelas barbaridades todas”. Na segunda situação, deparei-me com um senhor falando em espanhol com empolgação acerca do livro que pretendia comprar na livraria. Seu interlocutor, entretanto, um jovem vendedor, fazia uma inenarrável cara de assustado, sem compreender uma palavra. Nada mais natural, visto que o cidadão presumivelmente não lera o livro em questão, seja em virtude do seu baixo salário ou da sua (presumível) limitação cultural.

O último evento será apartado do parágrafo anterior, por nenhuma razão gramaticalmente relevante. Ouvia eu o rádio enquanto dirigia-me para o trabalho, quando, inadvertidamente, apertei o botão proibido do dial do rádio, no caso o n° 4, a saber, o da (ack) Jovem Pan. Surpreendentemente, a música tocada foi minimamente agradável comparando-se às opções existentes nas outras estações no momento, pelo que permaneci ouvindo até o final da música. Para minha nova surpresa, o locutor interrompeu a música e anunciou uma bizonha promoção: as meninas deveriam mandar uma foto para o rapper americano sei lá quem, que estava em Miami. Este, ao seu turno, analisaria a foto mais bonita da “beautiful girl”, sendo que a vencedora teria como prêmio um ano grátis de academia (para manter o “shape”, justificava o locutor), um dinheiro para torrar em roupas no shopping, e mais, ganharia uma mensagem personalizada do tal rapper para ‘tirar uma chinfra com a galera’. Algo do gênero “you’re my bitch”, sei eu.

Sem mais comentários.

A minha conclusão pode ser falsa ou simplória, mas é a que segue:

honestamente, pouco me importo com as escolhas das pessoas quando adultas. Sério, acho que alguém que vê a novela, faz sexo com animais e bebe até cair, desde que não prejudique alguém (além de si próprio) pode muito bem fazê-lo. Entretanto, em relação às crianças, adoto posicionamento radicalmente diverso. Entendo possuir boas razões para tanto, vez que elas, crianças, grosso modo, devem ser MANDADAS, uma vez que não possuem discernimento para escolher entre as escolhas de curto prazo e de longo prazo. Obviamente, a vida está cheia de escolhas desse tipo. Comer algo bom ou fazer dieta. Gastar agora ou poupar dinheiro. No caso das crianças, justificadamente, pela falta de experiência e discernimento, elas tendem a escolher comer o doce, o prazer momentâneo e etc., daí a importância enorme que têm os pais e/ou um professor, seja para proibir as condutas erradas, seja para estimular as condutas certas.

Não entendo lhufas de pedagogia. Posso dizer, contudo, que a educação no Brasil está uma porcaria. Mais do que isso, as crianças, de um modo geral, estão tornando-se adultas (?) cada vez mais cedo, sem, obviamente, terem qualquer discernimento para tanto. Basta olhar para o Orkut para, sem falso moralismo, ver meninas de uns 10 anos fazendo beicinho de top e barriga de fora para botar foto no fotolog. Dia atrás, no blog de um amigo, li uma metáfora que me pareceu genial: na verdade, é só reparar, para entender esse processo, o desaparecimento das calças de moletom com um pedaço de pano costurado no joelho. Isso, na verdade, está acontecendo muito rápido, coisa de quinze anos para cá.

Tempos atrás, talvez em outro blog, eu lembro que o Daniel sabiamente perguntara por que diabos somos governados por crianças. Quase um ano depois, eu penso ter compreendido parte do brilhantismo da metáfora. Efetivamente, nossos governantes são verdadeiras crianças, pois, sem excetuar qualquer partido e com raríssimas exceções individuais, por razões eminentemente eleitoreiras, priorizam as coisas de curto prazo (bolsa-família, seu bolso, operação tapa-buraco) em detrimento das coisas realmente importantes ao longo prazo, ou seja, uma educação básica em tempo integral com professores bem pagos e bem treinados.

Bom, então era isso. Se há alguma perspectiva para este jovem país que hoje aniversaria, ela infelizmente não mais reside na minha geração. Ainda há esperança, entretanto, para a geração da simpática guriazinha da foto e para a do meu irmão. Eles, com certeza, merecem maiores perspectivas na vida do que serem chamados, respectivamente, de ‘bitch’ e ‘nigger’ por um rapper americano sem miolos ou conseguirem um subemprego em uma multinacional. Basta que saíamos do berço esplêndido o mais rapidamente possível.

Eu teria outros assuntos para abordar, especialmente o US Open e o mestrado, mas não quero macular este que, involuntariamente (não era minha intenção original falar sobre isso quando mencionei os exemplos), acabou tornando-se o texto mais sério que eu publiquei na Internet na minha vida.

Abraço!