
Saudações.
O fórum já é um sucesso de público e crítica. Méritos ao Pastor, sem dúvida. :)
Este humilde e valoroso blog, entretanto, permanece impoluto, com boa média de postagem, ótima qualidade nos textos –inclusive com fotos e vídeos-, por quase um ano! É um recorde, também!
Apesar do Nasrudin ter dito dia atrás que estávamos “filosofando demais” no blog, reiterarei tal comportamento neste tópico. Deixarei as amenidades –serão muitas- para o fórum! Lembro aos amigos que os três últimos posts foram de amenidades, com figuras de beldades!
Macintyre tem uma frase que eu acho fantástica (em tradução livre): “quando um filósofo justifica suas posições com base na emoção/intuição, isso é indício de que algo deu errado na argumentação racional”. Justamente por isso eu sou forçado a reconhecer que Diógenes é um filósofo muito mais completo do que eu, na medida em que ele utiliza seu ceticismo para questionar todas as coisas, enquanto eu, confortavelmente, parto de pressuposições pré-estabelecidas e *inquestionáveis*, como o fato de o Universo ter um sentido, por exemplo.
Este ‘mea-culpa’ vem para introduzir um assunto que muito me intriga, a saber, os horóscopos. Resta, desde já, explicada a foto de Shaka de Virgem, o maior Cavaleiro da História... isso sim é inquestionável!
Como o tema não se relaciona com os “paradigmas inquestionáveis da minha humilde existência”, eu tendo a concluir que a astrologia não funciona, é conversa para boi dormir. Ela parece funcionar em virtude de proposições genéricas sobre a natureza humana (“você gosta de ter atenção”) e das infinidades de luas/ascendentes, que acabam, uma hora, encaixando-se na nossa característica. Por outro lado, parte do meu cérebro balança quando ouço coisas como “virginianos são questionadores por natureza e tentam agradar aos outros”. Será? Cacilda, é que a idéia de que o movimento dos astros visíveis há 3.000 anos pode influenciar nosso comportamento é por demasiado absurda para meu limitado cérebro. Por outro lado, este é um conhecimento 2.700 anos anterior ao que hoje conhecemos como ‘ciência’. Ainda sim, as pessoas passam a sua existência inteira sem perguntar se isso realmente é possível ou não passa de bobagem para passar o tempo.
Outro assunto que me intriga, este de natureza bem mais concreta, é esta porcaria de Aquecimento Global. Eu lembro da minha adolescência onde o mote era o “Buraco na Camada de Ozônio”, eu tinha professores de Geografia dizendo que o Rio Grande do Sul viraria um enorme deserto e todos nós teríamos câncer de pele aos borbotões. Parece que o referido buraco fechou. Ainda assim, voltando ao aquecimento, eu tenho dificuldade de entender como não se consegue chegar a um consenso científico se o aumento da concentração de CO2 na atmosfera é decorrente de atividade humana ou do mero aumento das radiações solares. Enfim, está quente para cacete, mas não estamos preocupados em entender o que está acontecendo.
Neste meio tempo, as pessoas parecem mais preocupadas, como sempre, em lucrar com isso. Vocês devem ter notado a quantidade de Carbono Zero que criaram os publicitários. Banco, posto, papel, carro, Al Gore, tudo é ecologicamente explorado com o único intuito de dar mais lucro –vide texto anterior do Diógenes. Qualquer hora a Zorba vai lançar cuecas com retentores de gases tóxicos. No fundo, a impressão que dá é que é tudo marketing mesmo e o futuro que se exploda.
Dito isso tudo, só posso concluir que “eu não sei”. A cada reflexão que faço, qualquer que ela seja, aumentam as dúvidas. Perdão pelo chavão, mas esta é minha conclusão. Ih, rimou.
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Falando em rima, a tolerância é uma virtude que cultivo, talvez até em demasia. Em comentário a um texto anterior, o Diógenes asseverou que a tolerância dos homens íntegros foi responsável pelos desmandos que hoje vemos no mundo e que deveríamos ser menos tolerantes. Ele tem certa razão nisso, devo reconhecer, para variar!
Enfim, mas o ponto aqui é o Armandinho. Que figura bizonha! Antes eu queria deportar ele para a Bahia, mas agora nem isso tenho mais vontade, até gosto dele. Vocês viram a música do cara, intitulada “Semente”. Provavelmente não, mas não perdem nada. Ela é mais ou menos assim:
“Semente, Semente, Semente, Semente, Semente, Semente, se não mente fala a verdade, de que árvore você nasceu”.
Brilhante! Quase um parnasiano! Fico imaginando ele comendo sua sopa de aveia com açaí depois de uma manhã de surfe, olhando para o prato e bolando esta música na viola! Que momento!
Assim, digo, mais nada tenho contra o cara, até dei risada com a música dele. Até o invejo algumas vezes, pois ele passa o dia na praia e eu em uma sala fechada com uma janela lá longe.
Além disso, bem que se diga, meu primo tem razão, pior é ser emo. Estes dias vi dois gordos de uns treze anos se fresqueando como bichochas na escada rolante do shopping, um de cabelo roxo, outro rosa. Com isso é difícil ser tolerante. Tomem tenência!
Moral da história: eu reclamava do Hanson e do Armandinho e a coisa piorou ainda mais com o NX-Zero :).
Meu primo, tua vez. Aparece no fórum lá também! Abraço a todos, perdão pela extensão do texto!