Opiniões Proféticas

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Diógenes - 100ª Postagem, carta a Ray Connifus

Prezado Ray Conniffus, supremo general Scipii e senhor da Hispânia, Sicília, Cartágo, Numídia, Esparta e Corinto - é com imenso prazer que recebo vossa carta.

Imagino que os navios egípcios e gregos tenham dificultado a entrega desta, no entanto, já que Sínope encontra-se bem além das garras do império Romano, pelo menos por enquanto. Saiba que não sinto inveja de vosso afamado bordel, pois o General Maximus Minimus, também conhecido como "17, O Devasso", ao desligar-se da ativa no exército Brutii, fundou por aqui muitas casas onde as moças nem tanguinhas usam.


O negócio é tomar Creta, no entanto. Lá até as moças de família vivem com os seios de fora, meu amigo.

Ah, Creta.

Voltando ao assunto de vossa carta - a dominação mundial é um assunto deveras interessante. Apesar de morar em um barril e latir para os passantes, saiba que, durante um breve encontro com Alexandre, aprendi dele alguns conceitos sobre a guerra e a dominação do mundo. O mais importante é compreender que, neste mundo cruel, alguns povos e territórios de fato possuem um valor maior do que outros. Não me entenda mal, todo território é bom, pois possui gente que pode ser mandada para a guerra (MWA HA HA...), mas alguns sempre serão mais ricos do que outros, devido à existência de rotas comerciais e matéria prima. O Império Romano pode construir estradas e melhorar a infra-estrutura, mas não há milagre que mude o potencial de uma colônia.

Dito isso, a guerra deve ser voltada à tomada de pontos estratégicos. Nestes tempos modernos (antigos?), os pontos estratégicos são estes: A grécia (espacialmente a Lacônia, a Attica, a Thessalia e Creta), as ilhas mediterrâneas (especialmente o Chipre e Rhodes), os territórios litorâneos do oriente (como a Cilicia, a Phrygia, a Phoenicia e a Syria) e, por óbvio, o Egito. A dominação destes territórios garantirá os recursos necessários para dominar o resto do mundo. O problema, no entanto, é que para dominar estes terrítórios, é necessário entrar em guerra com os gregos, macedônios, egípcios, seleucidas e armênios. Isso não deve ser problema para o senado romano, é claro.

Ao preparar uma campanha militar, escolha sempre como líder o seu general mais capaz. O sucesso militar está muito vinculado à capacidade do general. Caso o general escolhido seja um velhaco, envie também um reserva, caso ele decida bater as botas antes de cumprir sua missão. Os demais generais (vulgo "molóides"), devem sempre ficar estacionados em fortes nos territórios principais do império, para reduzir a chance de aparecerem rebeldes e ataques oportunistas. Esses fortes devem possuir uma força significativa, mas não demasiada. Só o suficiente para o inimigo não atacar por motivo nenhum. Nas cidades, deixe apenas milícias em número suficiente para esmagar qualquer revolta da população.

Existem alguns generais que realmente nasceram parar ficar em cidades. São imprestáveis no campo de batalha e, caso participem de uma batalha, logo tornam-se loucos e sanguinários. Alguns vivem até uma avançada idade, tornando-se influentes e bons burocratas. Certifique-se de construir uma academia onde este senhor influente e bom burocrata estiver, pois aparentemente ele pode ser uma boa influência para generais novatos. Envie os novos membros da família para lá, como aprendizes. Lá, em questão de poucos anos, você descubrirá se eles servem para virarem soldados, administradores ou bichonas.

Os egípcios e seleucidas são os seu maior problema. As malditas bigas são uma arma do inferno. Com lâminas plantadas nas rodas, elas são capazes de destruir a moral de suas infantarias. O pior é que, contra elas, muito pouco pode ser feito. Pode-se tentar utilizar arqueiros em elefantes, caso possam ser encontrados como mercenários. Outra possibilidade é utilizar os mercenários hoplitas da grécia, que são extremamente fortes contra ataques vindos na direção de suas lanças.

No mais, lembre-se de utilizar os cães de guerra contra a infantaria inimiga. Se o inimigo não for bem treinado, isso, somado a uma carga da cavalaria pelo flanco, vencerá a batalha. Os velitas e demais javelineiros também são úteis contra o inimigo, principalmente quando este não tiver escudos. Sua função não é vencer a batalha, e sim cansar e desmoralizar o inimigo, pois os velitas correm pra caralho. Lembre-se também de liberar o uso dos pila de seus hastati e principi, posicionando-os para atacar o inimigo de longe. Use o terreno alto. Nem sempre a carga em direção ao inimigo é a melhor idéia, às vezes é bom manter a linha.

Quanto ao senado, saiba que eles não gostam de facções que não respeitam seus pedidos. Em teoria, você não deveria fazer nada que eles não pedissem antes. Declarar guerra, atacar, acordos de paz, etc. - nada disso pode ser feito sem o senado. Você pode respeitar o senado ou mandá-lo às favas, dependendo de sua estratégia. Se você tiver uma boa campanha militar, e um general que seja um herói romano, o povo vai amá-lo, e aí você não precisa do senado.

Bom, é isso. Desejo sorte ao amigo romano, ao sábio Nasrudin e ao bravo Boingus Maximmus.

2 Comments:

  • At 8:03 PM, março 27, 2009, Blogger Rafa said…

    O negócio é conquistar tudo.

    Eu apóio.

    Se bem que eu não sei se seria um bom estrategísta. Acho que ficaria bebendo em um canto.

    Abração!

     
  • At 6:11 PM, abril 16, 2009, Blogger Ray Conniff said…

    O pior eu não te conto... Em breve :).

    Obrigado pelas dicas, pensei que já havia comentado aqui. Abraço.

     

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