Diógenes - Paciência
Me desculpem por este post "pessoal", mas estou em uma situação que me exige algo deste tipo. Talvez algum dia eu evolua para um estado em que possa escrever algo pessoal em um diário e, imediatamente após ter terminado, queimá-lo; sim, isso seria o ápice, considerando que estaria literalmente sublimando as coisas que observo à minha volta. Não, o que faço é guardar tudo em minha memória. Algumas vezes, lembro-me das coisas que aconteceram a anos e anos atrás, em ataques súbitos de pânico ou raiva.
Em geral, não tenho com quem conversar, porém estou verdadeiramente acostumado com isso. A verdade é que não suporto mais o contato com os outros, e por isso, penso eu, tenho me distanciado de tudo e todos. As pessoas são más - e eu, por óbvio, sou um dos piores. Quem me vê não imagina o quanto posso ser cruel.
Sou uma espécie de esponja, que suga para dentro de si tudo o que lhe incomoda, sem jamais pestanejar, a menos que me apertem; porque então, solto tudo, como uma enxurrada. É o tal comportamento "explosivo". Na minha raiva, não tenho limites - quero que todos desapareçam. Por óbvio, como qualquer pessoa "sã", isso jamais sairá de minha cabeça. Reinicia-se o ciclo.
Certamente, já olhei para dentro de mim mesmo o suficiente para saber que o melhor, para mim, seria "apertar a mim mesmo" de tempos em tempos; no entanto, não julgo que seja do interesse de qualquer um ler este tipo de bobagem. Por isto, peço desculpas, pelo que já escrevi até aqui.
Sabem, o que me ocorreu hoje não é assim tão terrível. Do contrário, é apenas mais uma daquelas coisas pequenas, que não resultariam em nenhum problema se não se acumulassem. O que me irrita, na verdade, é ver a repetição de tudo. Nada nunca muda ou melhora. Toda mudança é previsível. Acho que tudo será como é agora, para sempre.
Em geral, não tenho com quem conversar, porém estou verdadeiramente acostumado com isso. A verdade é que não suporto mais o contato com os outros, e por isso, penso eu, tenho me distanciado de tudo e todos. As pessoas são más - e eu, por óbvio, sou um dos piores. Quem me vê não imagina o quanto posso ser cruel.
Sou uma espécie de esponja, que suga para dentro de si tudo o que lhe incomoda, sem jamais pestanejar, a menos que me apertem; porque então, solto tudo, como uma enxurrada. É o tal comportamento "explosivo". Na minha raiva, não tenho limites - quero que todos desapareçam. Por óbvio, como qualquer pessoa "sã", isso jamais sairá de minha cabeça. Reinicia-se o ciclo.
Certamente, já olhei para dentro de mim mesmo o suficiente para saber que o melhor, para mim, seria "apertar a mim mesmo" de tempos em tempos; no entanto, não julgo que seja do interesse de qualquer um ler este tipo de bobagem. Por isto, peço desculpas, pelo que já escrevi até aqui.
Sabem, o que me ocorreu hoje não é assim tão terrível. Do contrário, é apenas mais uma daquelas coisas pequenas, que não resultariam em nenhum problema se não se acumulassem. O que me irrita, na verdade, é ver a repetição de tudo. Nada nunca muda ou melhora. Toda mudança é previsível. Acho que tudo será como é agora, para sempre.

2 Comments:
At 6:17 PM, abril 16, 2009,
Ray Conniff said…
Nestes textos pessoais, a gente nunca sabe direito o que comentar, pois qualquer comentário parecerá como um entendimento, ainda que parcial, do que a outra pessoa sente. Por mais que se tente isso, sempre há uma distância entre duas mentes e isso é algo a ser respeitado. Na verdade, já é difícil o suficiente entender a minha própria mente.
De qualquer forma, se serve de algum consolo, as coisas realmente parecem repetidas, no mais das vezes. Daria um belo texto evoluir no assunto, mas eu tenho que escrever meu post agora.
Abraços aos amigos, saudades.
At 7:17 PM, abril 17, 2009,
Rafa said…
Eu concordo contigo em alguns (bastante) pontos do texto.
Acho que por muitas vezes o melhor é a nossa companhia mesmo. De resto quando encontramos alguém que possa nos escutar é uma maravilha. É difícil encontrar alguém assim,mas aquelas que estão na nossa vida é sempre bom escutar.
Abração!
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