
Saudações.
Temos aqui em Porto Alegre uma belíssima manhã de Domingo. Seguimos na dura faina de escrever a monografia. Impressionante como, no Direito, um cara pode escrever numas 200 páginas o que pode ser dito em 10!
Bom, o humor não está dos melhores, preso em casa neste dia de sol e fomos garfados ontem. Para variar.
Vejamos o assunto.
Bom, não há assunto. Vou copiar meu primo e falar do show do Oasis, então.
Belo show. Eu continuo achando engraçada a marra dos dois. O Liam fica que é uma estátua olhando para frente. Se bem que ele estava bem animado até, a voz anasalada dele estava surpreendentemente boa. Até agora não sei o que fizeram para a acústica do Gigantinho ficar decente, acho que se deve ao fato de estar lotado, sei eu. Quem gosta da banda deve ter gostado do show.
O Noel continua sendo o cara na banda. Não vi, mas falaram que perguntaram no Fantástico o que ele achava do Robinho, crentes que estavam que iriam jogar confete no abominável triatleta brasileiro, quando ele largou:
"Robinho is fucking lazy!!!"
Fucking lazy, huhuahuahuauhahua. Eu também sou fucking lazy, deveria estar escrevendo a monografia mas estou aqui.
Sou contra estes idiotas que idolatram qualquer um. Se querem fazê-lo, ao menos peguem um exemplo de virtude, não um rockstar qualquer que esteja cagando e andando para todo mundo, em especial para seus fanáticos fãs. Reconheço, contudo, que, em se tratando de Oasis, os caras são engraçados. É bem um contraponto àquela noção meio U2 politicamente correta de "a cada vez que eu bato palmas uma criança morre na África".
*(continuação da piada do show em Portugal: Joaquim, então diga a este filho de uma puta do Bono Vox que deve parar de fazê-lo).
Uma coisa que me ocorreu no curso do show é que deve ser uma sensação do cacete tocar para aquele monte de gente, todo mundo cantando a música e tudo mais. Claro, por certo, para eles era um show qualquer, acabemos logo com isso e vamos para casa ver TV, mas a sensação deve ser godlike. A velha necessidade de aceitação pelos outros, talvez seja esta a nossa maior prisão.
Eu lembro quando a Lixo Orgânico tocou para um Colégio lotado em um festival e aquilo, por si só, já foi do cacete. E olha que tocamos mal, ninguém sabia a música, se bobear nem o vocalista (German Boy) sabia a letra. Mas ganhamos a taça, huahuauhahuuhahua.
Se cabe aqui uma divagação, após a morte, deveria ter -ao menos para as pessoas médias para cima- um lugar onde poderíamos realizar todas essas potencialidades não alcançadas. Sei lá, tocar para 200.000 pessoas, ser famoso, trepar com celebridades, construir o Taj Mahal, lutar no Coliseu, proclamar a República, ser Campeão do Mundo com a perna quebrada, algo do gênero. Um holodeck bom já quebraria um galho.
Ah, sim, porque sinto dizer, o "acredite nos seus sonhos, vai dar tudo certo" não me tornará necessariamente um guitarrista famoso ou o maior ponta-esquerda da história do Asa de Arapiraca. Isso é história para música da Xuxa ou papo para vender auto-ajuda.
Bom, era isso. Vou tentar aparecer com mais frequência (tremam, tremas!). Espero que todos estejam bem. Abraços aos três leitores. Vou ver o Nadal perder para o Federer em Madri.