Opiniões Proféticas

domingo, agosto 24, 2008

Conniff chuta o gato



Howdy doody, fellas! :). Aliás, só o Ned Flanders para falar isso.

Vou correr porque o objetivo do texto, acima de tudo, é dar o chute no gato. Seguir o baile no blog, por assim dizer. É tarde e eu devo dormir, então serei, finalmente, lacônico.


Uns textos atrás, falou-se, ainda que de forma indireta, acerca do sentido da vida. Na verdade, trata-se de uma questão complexa, a mais complexa de todas, no final das contas. Muitas vezes, ao pensar a respeito, parece-me que ficamos continuamente chutando uma bola para longe, ou perseguindo um osso, para abandonar de vez a metáfora do gato e partir para a do cachorro.


Não estou reclamando, longe disso. Sou um cara realizado, mesmo. Todavia, vendo por este prisma, é quase isso mesmo, há um osso longe, esforçamo-nos, trazemos o osso de volta e nós mesmos o lançamos ainda mais longe. Longe, longe, longe, uma palavra que usei umas seis vezes neste parágrafo.


O que importa, na coisa toda, é que valha a pena, eis a lição que eu penso ter aprendido da minha mãe e do meu pai. Está valendo, com certeza.


Pois então. O texto está incompleto, já que eu não tenho lá muita habilidade com palavras.


Preciso de várias para expressar idéias simples, simplórias até.


O ponto é que eu joguei a porcaria do osso na China. Quero ser juiz do trabalho. Estou trabalhando para isso, estudando para isso, abrindo mão de coisas para isso. Por isso escrevo menos no blog. Por isso acordo às 07h e durmo às 23h usando boa parte do meu tempo com coisas relacionadas ao Direito.
Por tal razão, estou temporariamente mais afastado dos amigos do que eu gostaria. Mas o esforço será recompensado, penso eu. Na verdade, mesmo que não dê certo, desde que eu tenha me esforçado ao máximo, terá valido a pena.


Era isso. Só para avisar os amigos que foi lançada a pedra fundamental. Cada um deve estar com seus desafios e eu vos desejo sucesso nas suas empreitadas. O concurso ainda demorará, mas, como eu preciso estar preparado antes, concorrendo com pessoas que só se dedicam a isso, tenho que ir com tudo.


Um tiro. Este é o tiro. Valerá a pena.


Abraço a todos. Perdão, mas o texto eu escrevi com pressa até, mas será de alguma valia para o autor, quase como uma motivação interna. Porque pode faltar tudo, menos esforço. Como no Grêmio.

Diógenes - Samurai Champloo

Nunca fui muito chegado em desenhos animados, ocidentais ou orientais, nem mesmo quando era criança. Entretanto, certa vez assisti o fantástico "Cowboy Bebop", que é um anime focado em um público adulto, e descobri que os japoneses estavam fazendo algo de bom lá por aquelas bandas onde eles vivem.

Não que todos os animes sejam bons. Longe disso! Boa parte é feita de historinhas horríveis e clichês, sem falar no tal "pega-moscas demográfico" que ocorre quando um anime é projetado para prender a atenção de um grupo específico de pessoas através de artimanhas, tais como sentimentalismos ou mind-fucks. Por outro lado, um anime bom deixa os filmes/seriados/desenhos animados ocidentais do mesmo estilo no chinelo.

Nos últimos tempos tenho tido acesso a varios animes, então tive o prazer de ver alguns bons e o desprazer - não, isso seria forte demais... - a oportunidade de apreciar alguns não-tão-bons-assim. Vale a experiência, não é? Enfim, acabei por encontrar um anime que entrou na minha lista de animes que valem a pena assistir.

O tal anime chama-se "Samurai Champloo" e conta a história de uma garota chamada Fuu, que vive no Japão do século 16 e deseja encontrar o "Samurai que cheira como Girassóis". Quando sua loja de chá é destruída num duelo entre dois samurais (Jin e Mugen), ela acaba por convencê-los, através de uma aposta, a ajudá-la ao invés de lutarem até se matar. Partem os três então em uma jornada, onde pouco a pouco se conhece mais sobre os dois enigmáticos samurais e sobre a jovem Fuu.

Mugen, Fuu e Jin

Lendo o parágrafo acima, é difícil imaginar por qual motivo tal anime pode ser bom, pois é difícil traduzir em palavras algo gráfico. Bem, farei uma defesa do Samurai Champloo:

A arte do desenho é bem feita e bonita;

Fuu, a moça que passa o tempo todo sendo raptada e enchendo o saco para encontrar o Samurai que cheira como girassóis. Hm. Até que ela é legal.

O estilo... puta que pariu, o troço é surreal. Samurais + hip-hop + noir + sei lá o que. É o tipo de coisa que não faz o menor sentido quando explicada. Imaginem que aldeões fazem beat-box e carregam cestos de palha no ombro como se fossem rádios. Imaginem que em certo ponto, ateia-se fogo em um campo de ópio e todo mundo fica doidão. Em um primeiro momento parece ridículo, mas logo se percebe a inteligência do paralelo formado nesse anacronismo e o quão engraçado é samurais trocando golpes ao som de hip-hop.

(Obs: a história é bem situada no século 16, com fartos detalhes históricos. A mistura de estilos é a graça da coisa. :) )

Sem clichês.
Um exemplo: mais ou menos na hora em que eu pensei "puta que pariu, essa Fuu é uma mala, eu daria uns tabefes nela" os dois samurais decidiram abandoná-la à própria sorte.


Os dois samurais passam o anime todo tentando se matar. Ah, eles também são os piores guarda-costas de todos os tempos, mas isso se explica pelo fato de que eles não estão lá muito interessados em ajudar a pobre Fuu.


Bem, Samurai Champloo é minha dica. Ele é inteligente e engraçado. Acreditem, vale a pena. Ah, outra dica é "Cowboy Bebop". Quem não o viu, deveria vê-lo. Sério. Tipo, agora. Vá pegar! Rápido! Não fique aí sentado, é com você mesmo que eu estou falando! Move your ass!

PS: Ah, procurando na internet pelas imagens que coloquei neste post eu descobri que o cara que dirigiu a produção do Samurai Champloo é o mesmo cara que fez dirigiu a produção do Cowboy Bebop... o Shinichiro Watanabe. Aquele mesmo cara que fez os dois desenhos do Animatrix que eu gostei. Está tudo explicado. :P

quinta-feira, agosto 14, 2008

Boing - Pequim


Fala gurizada. Bah saudades dos amigos. Saudades mesmo, preciso ir visitar vocês para sentarmos em um boteco para tomarmos umas cervejas e conversarmos sobre a vida.

Bom, vou falar de alguns assuntos mais... Só que depois. Porque agora não poderia deixar de falar das Olimpíadas de Pequim.

Vamos lá...

Antes de mais nada, eu não "sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor” como parece ser o nosso amigo Galvão Bueno. Mas falar do Galvão já ficou batido... Vamos mudar o foco. Não adianta, sei lá eu porque, não consigo torcer para quase nenhum atleta brasileiro. Um ou outro eu simpatizo e aí resolvo torcer. Mas “os grandes favoritos ao ouro para o país da bunda de fora rebolante” como o João Derly, Thiago Pereira e o futebol... Não tem minha torcida mesmo. Sei lá eu, não tenho nada contra os caras... Mas não torço. Vai ver é porque eu sei que eles não vão ganhar porra nenhuma. Dia desse na final dos 400m Medley estavam lá o Thiago Pereira e o Michael Phelps, as pérolas do Galvão foram mais ou menos assim:

“Olha ali... O Thiago ta ameaçando Michael Phelps”

Ou ainda:

“O Phelps que se cuide amigo”.

Resultado da prova:

Phelps em primeiro com novo recorde mundial e o Pereira? Bem... O Pereira nem perto do pódio. Mas já é um GRANDE ORGULHO para o Brasil... Ele estar numa final olímpica.

Claro, claro...

Vai nessa.

Aliás, o Michael Phelps é um caso a parte. Ou ele é um E.T. ou um robô. O cidadão é foda. Baita atleta, sujeito gente boa (ao contrario de QUASE todos os atletas pedantes americanos) e ta lá ganhando seus ouros. Ele é feio pra caralho... Tem orelha de abano, boca de cinzeiro, pés descomunais e uma mão que parece uma raquete de tênis... E mesmo assim é o maior atleta de todos os tempos. Bato palmas pra esse sujeito.

Mas aí podem me falar:

“Mas o cara tem apoio e estrutura... Por isso ganha tudo. Já os brasileiros não têm apoio nenhum e por isso termos que ficar feliz só de estarmos em uma final”.

Ou então como disse esses dias um sujeito fã de uma certa banda de merda do cenário nacional (que pelo que eu entendi deve pensar ser a reencarnação do Che Guevara ou do Lênin):

“Temos que ficar felizes. O Brasil não tem condições porque ninguém apóia e os Estados unidos tem toda uma estrutura por trás. Não tem condições de ganhar de certos países. Tem que vibrar com o bronze sim”.

Ah é, revolucionário de pijama? Ah é, socialista do orkut? Realmente... Só países estruturados ganham a porra da medalha de ouro.

Vamos ver...

Bem, o Azerbaijão é estruturadíssimo... Vai ver é por isso que ganhou medalha de ouro.

E o Zimbábue então? Nossa... Deve ter uma política de apoio ao esporte espetacular. Vai ver é por isso qve ganharam medalha de ouro e bateram o recorde mundial em uma das provas da natação.

Ah rapaz...

Vai tomar no meio do cu, vai.

Porra, sempre essa mesma ladainha e o cacete. O velho comodismo brasileiro, o popular “cheguei até aqui e tá bom” ou então “não... não vou conseguir”. Mas o que eu quero dizer com tudo isso... Quero dizer que se tu quiser uma maldita medalha de ouro... Corre atrás. Teu país é uma merda e o dinheiro que era para ajudar o esporte está sendo destinado para pagar a mordomia dos cartolas? Vai embora, vai treinar em outro país que te dá todas as condições. Pega o dinheiro do banco que te patrocina, ou da operadora de telefone celular que também te patrocina e aplica tudo em treinamento fora do país para fazer bonito nos jogos olímpicos. Agora... Por favor, não me venha com aquela de “foi um belo 5º lugar”. Ou ainda como certo narrador principal de uma certa grandiosa rede de televisão qve me apareceu com aquela:

“Esse 8º lugar da ginástica é como se fosse uma medalha de ouro”.

Não amigão, não é.

Medalha de ouro é aquela que o cara da MONGÓLIA ganhou no judô.

No país do “oba oba” falta força de vontade para correr atrás das coisas e sobra conformismo com bronzes,quintos e oitavos lugares. Aí depois fica aquele bando de jornalista enchendo o meu saco querendo me convencer de que “a maior delegação olímpica brasileira de todos os tempos é composta por heróis”. Aí é dose pra mamute.

Mas como sempre, nada vai mudar. Nosso país vai continuar com a síndrome de coitadismo e nunca vai mudar. E depois ainda querem falar das questões políticas na China (nem vou entrar nessa questão) e do jeito qve eles tratam do esporte? Onde está a China no quadro de medalhas?1º?Ah, sim. E o Brasil? Nem sei... Mas com certeza está atrás do Azerbaijão, Do Zimbábue, da Mongólia e Do Michael Phelps.

Olha... Como Jornalista quase formado, me permito a dizer uma coisa:

Como são idiotas os jornalistas esportivos nesse país.

Puta merda.

Sem falar nos adolescentes fãs de bandas que só cantam sobre desilusões amorosas e usam aquelas calças marca bola esquerda e ainda por cima se acham “os revolucionários” colocando no álbum do orkut uma foto de pessoas passando fome na África e dizendo “ pense nisso”.

É dose.

Quer saber?

Adolescentes, Brasil e atletas acomodados...

Vão pra puta que pariu.

Bem...
Falado o que eu queria falar sobre os jogos de Pequim.
Vamos a mais três breves assuntos:

O 1º é que voltei a fumar. Respondendo ao meu grande Diógenes que falou no comentário do outro texto para eu colocar aqui a quantas andava minha briga com o cigarro. Voltei de vez. O primeiro da volta foi uma merda... Mas depois já ficou tudo como antes. Uma hora eu paro de vez. Embora eu esteja fumando bem menos do qve eu fumava antes da parada.

O 2º é pro meu mestre Conniff... Meu velho, vou responder os mails... Estão todos guardados aqui. Irei respondê-los semana qve vem sem falta. Sabe como é, Boing anda procurando emprego, aí o tempo anda passando rápido. Mas deixa comigo qve semana qve tudo será respondido.

E o 3º é deixar aqui meus parabéns ao nosso grande Nasrudin. Infelizmente não pude estar presente no dia. Mas fica aqui o meu abraço e os parabéns por completar mais uma etapa da tua vida que com certeza será cada vez mais vitoriosa.

Era isso gurizada.

Até a próxima.

Diógenes - Ford Fusion v2

Eu critiquei anteriormente o comercial do automóvel Ford Fusion, aquele que tem como frase de efeito "Quem dirige um Ford Fusion, fez por merecer" - frase de tal hipocrisia e frouxidão que só poderia mesmo ter sido gerada em nossa civilização.

Pois bem, os idealizadores daquela campanha publicitária resolveram nos agraciar com mais um insulto à inteligência. Desta vez, o comercial exibe a imagem de uma empresa onde empregados anunciam que "o chefe comprou um Ford Fusion... saiu pra viajar", e com isso todo mundo fica coçando o saco.

Ora, diante desta cena sou levado a fazer algumas considerações:

1) Como pode "ter feito por merecer" um chefe que se cerca de tantos idiotas incapazes de se auto-motivar? Certamente uma pessoa tão "merecedora" teria pelo menos um ou dois capachos capazes de manter o funcionamento da empresa, já que seus funcionários são carrapatos.

2) Como pode "ter feito por merecer" o dono de uma empresa que, pelo jeito, não tem prazos, nem compromissos, nem clientes? Nessa empresa não se precisa trabalhar, então talvez, como eu apontei anteriormente, a tal "pessoa merecedora" seja um burocratazinho medíocre de repartição pública ou um Daniel Dantas da vida.

"Mérito" e "Justiça" são delírios coletivos, mentirinhas contadas impunemente, que são exaltadas pelos amantes da civilização como pilares de nossa sociedade. Ora, se fossem pilares, não precisaríamos segurá-los de pé com todas as nossas forças, com inúmeras políticas de "justiça" social e "generosa" ajuda "humanitária", iniciativas que apenas servem para tornar o homem ainda mais subserviente à própria civilização e para castrá-lo, para separá-lo do amor próprio dos homens antigos, como Jesus e Diógenes, que se recusavam a ter as menores das mordomias para não se tornarem delas escravos.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Diógenes - Introspecção

Como é difícil encontrar algo relevante sobre o que escrever.

Não, o problema não é ter um assunto ou uma idéia. A mente... ela é uma tabela. Um sistema que cospe um resultado específico em resposta a um conjunto de estímulos, estímulos tais como os dados sensoriais e os próprios pensamentos. Quando existe suficiente complexidade acumulada no sistema neural que se situa entre a entrada e a saída, a mente é capaz de encontrar um resultado para qualquer estímulo.

A isto, ao ilusório caos que representa a complexidade mental, o homem dá os nomes "intuição" e "idéia", vangloriando-se da infinita capacidade do olho da mente. Obviamente, o resultado da intuição não necessariamente possui correspondência com as regras do universo, e não necessariamente o pensamento que surge do "caos" pode ser compartilhado ou compreendido. Vangloria-se, então, com razão?

Pela visão do meu olho, que (se eu estiver certo) é apenas tão boa quanto eu a descrevi acima, a tal "intuição" e as tais "idéias" são o motivo pelo qual os feitos da humanidade são, por vezes... divertidamente equivocados. Se a humanidade dá dois passos para frente, dois passos para o lado e um passo para trás, ela ignora a existência de três dimensões. Ignora, portanto, que gastou a energia de cinco passos para mover-se apenas um para frente, considerando, pela sua visão bidimensional, a existência de um resultado muito mais eficiente.

Como é difícil encontrar algo relevante sobre o que escrever.

Em um mundo onde tudo o que importa é a interação, em que as coisas que fazemos só tomam valor quando são compartilhadas, o pensamento que difere do senso comum é curioso, porém irrelevante. A solidão faz o homem rasgar-se ao meio e expor suas entranhas para o nada.

Quanto mais anômalo é um sistema, maior é a força que o incentiva a escrever um livro, a proferir um discurso, a eternizar uma frase, a inventar uma teoria, a imprimir uma percepção de motivos e sentidos em uma obra de arte. Maior é a força que o leva a querer imprimir uma cópia eterna de si mesmo no mundo, como um grito para a posteridade: "Eu correlacionei idéias! Eu escolhi, eu assumi valores como verdadeiros e me afastei de outros tantos! Eu existi!". A condição humana e o medo da morte fazem o homem buscar o sentido das coisas.

Nós, como seres mentais que somos, somos defeituosos. Somos imensos armazéns de "intuições" e "idéias", mas só conseguimos cuspir umas poucas linhas tortas, como resultado de estímulos não confiáveis, esporádicos e inesperados.

Passados uns tantos anos, uma análise póstuma revelará - se houver alguém capaz de considerar tal questão - que um sistema anômalo, mesmo quando em seu ápice, representa, de fato, apenas uma fração da massa do oceano de percepção da humanidade. Irrelevante.

Como é difícil encontrar algo relevante sobre o que escrever.

O mundo é tão cheio de filosofias, de facetas morais, de pensamentos, de análises absurdas realizadas por terceiros, de redes de ação->conseqüência sem conseqüência, de segundas intenções (e ausências de intenção) que qualquer procedimento mental que não seja matematicamente ou sensorialmente trivial é uma tortura e um atentado à sanidade.

Uma simples conversa se desdobra em inúmeras linhas, motivos e implicações, e pode ser objeto de uma ou duas horas de neurótica repetição mental de sons e imagens, da aplicação de várias iterações de caoticamente complexa análise.

Diante de um círculo, que o Outro lhe diz ser quadrado, a mente não têm opção senão fechar-se em si mesma. Nesses momentos eu compreendo os cínicos, que se limitavam a latir para a sociedade e para o mundo. Qualquer gesto superior, nesta minha análise não-otimista (mas notem, não necessariamente pessimista), é um desperdício de energia.

Talvez o que me irrite, em verdade, seja a consciência de minha incapacidade de correlacionar e enxergar o tanto quanto preciso. Como máquinas que somos, somos todos limitados, inadequados para a tarefa de compreender o sentido do universo. De que adianta podermos enxergar cinco sentidos para uma frase se não podemos ver além das implicações locais, se estamos presos aos estímulos sensoriais e cruelmente limitados a uma tabela mental?

Inteligência - a complexidade do sistema que está entre a entrada e a saída, a capacidade de correlacionar estímulos e criar resultados -: eu poderia tê-la duplicada, e ainda assim não me sentiria completo pela ausência daquele algo, parte transcendente, que permite enxergar além da própria mente. O algo que permite escalar a montanha e finalmente enxergar a complexidade que gera a complexidade que gera acomplexidade...

Se eu pudesse me conectar em uma máquina, talvez pudesse mapear minha mente em uma verdadeira tabela e então aplicar o olho mental, "o processo de mim", em uma análise de mim mesmo, enxergando a mim mesmo em minha totalidade, e não por vislumbres criados ao acaso, originado de quaisquer limitados talentos de introspecção, e aí me tornaria a um sistema totalmente consciente dos meus próprios motivos, e quem sabe, recursivamente evolutivo.

Em um outro assunto, como eu gostaria de poder comunicar-me com as mentes que escreveram determinados textos! Não, não quero dizer conversar com as pessoas de agora que no passado escreveram tais textos, e sim com as mentes que, naquele momento no passado, idealizaram os motivos e os sentidos. Questionar os artistas, entender seus motivos: eis aí um pedaço da inteligência da humanidade que jamais alcançaremos, que está perdida e que jamais recuperaremos (a menos que descubramos uma forma de regredir o estado do universo, em uma espécie de engenharia reversa cósmica. Hah.).

Em um outro assunto... O preço da liberdade é jogar-se no abismo do desconhecido. O preço da escravidão é ter bolas de aço... e as minhas estão rachando. Dez mil anos em consultas com Freud não me ajudariam agora, não diante da insanidade com a qual "sou forçado" a conviver. Por sorte, eu sei que as minhas bolas estão rachando, logo, é meu dever, como ser consciente de mim mesmo, consertá-las periodicamente com durepox.

PS: Me desculpem por mais um texto (possivelmente) incompreensível. Minha mente está em um turbilhão neste exato momento e eu precisava externar algo, mesmo que contornando aquilo que em verdade me aflige. Grande abraço.